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Bolsonaro dá invertida na imprensa: "Queiroz cuida da vida dele, eu cuido da minha"

O presidente ameaçou encerrar a entrevista se o caso Queiroz fosse mencionado novamente

24/10/2019 15h51
Por: Will R. Filho
Reprodução: Google
Reprodução: Google

A tentativa de vincular possíveis atos ilícitos do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, exonerado do cargo oito meses atrás, ao próprio presidente Jair Bolsonaro, ganhou novo fôlego na mídia mainstream nesta quinta-feira (24), após a divulgação de um áudio em que Fabrício Queiroz aparece supostamente negociando indicações políticas no Congresso.

Em visita na China, o presidente Jair Bolsonaro foi questionado pela impressa (brasileira) sobre o áudio, e ele foi taxativo ao dizer que não possui qualquer relação com Queiroz, ameaçando inclusive terminar a entrevista por desvio de propósito.

"Não sei dessa informação [do áudio]. Por favor. Por favor. O Queiroz cuida da vida dele, eu cuido da minha. Certo? A minha preocupação aqui (…) pra não acabar com a entrevista com vocês é tratar das questões que envolvem os interesses de todos os brasileiros", disse o presidente, segundo o Metrópoles.

Na gravação atribuída a Queiroz, divulgada pelo O Globo, ele não cita a colaboração de Flávio Bolsonaro com suas ações, mas apenas menciona o gabinete do senador como um destino muito procurado pelos parlamentares, o que por si só não caracteriza nenhum tipo de crime.

A suspeita de negociações de cargos comissionados envolvendo diferentes políticos no Congresso recai mesmo sobre o próprio Fabrício Queiroz, razão pela qual Flávio Bolsonaro disse não ter mais qualquer relação com o ex-assessor, após o surgimento de denuncias envolvendo o seu nome.

"Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro jamais se encontraram desde o ano passado. Nunca mais se viram ou se falaram. Não existe, neste período, qualquer indicação de aproximação ou trabalho de Fabrício Queiroz para Flávio", afirmou o advogado do senador, Frederick Wassef.

Para o advogado, o áudio divulgado ainda é suspeito de adulteração. "A gravação deveria passar por perícia da Polícia Federal para garantir sua autenticidade, a comprovação de que é Fabrício Queiroz e que não houve edição ou retirada de contexto da referida gravação", disse ele.

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