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PCC teria pago advogados ligados ao PT para derrubar portaria de Moro, diz Record

Matéria da rede Record fala sobre mensagens apreendidas no celular de traficante ligado ao líder do PCC

07/10/2019 09h40
Por: Will R. Filho
Marcola, líder do PCC, e o ex-presidente Lula, líder do PT. Reprodução: Google
Marcola, líder do PCC, e o ex-presidente Lula, líder do PT. Reprodução: Google

Uma reportagem da TV Record casou polêmica neste final de semana, após o editorial revelar que no celular de Décio Gouveia Luiz, o "Décio Português", considerado o braço direito do traficante Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram encontradas mensagens indicando pagamentos feitos a advogados ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

O celular apreendido com Décio está sendo investigado pela polícia e pelo Ministério Público de São Paulo. Além dos advogados ligados ao PT, também foram encontradas mensagens indicando pagamentos a uma ONG do Rio de Janeiro, segundo a reportagem.

O dinheiro teria sido usado para mover ações no Supremo Tribunal Federal e na Organização dos Estados Americanos, a OEA, com o objetivo de derrubar uma portaria do Ministério da Justiça, chefiada pelo ministro Sérgio Moro, que endureceu as regras nas penitenciárias federais.

Em nota enviada à Record TV, o advogado Geraldo Prado afirmou que "é totalmente mentirosa a informação de que eu tenha sido contratado por organização criminosa. De forma absolutamente gratuita fui constituído advogado do Instituto Anjos da Liberdade (IAL) para impugnar a Portaria 157/2019 do Ministério da Justiça que proibiu crianças e adolescentes de terem convivência com os pais presos. Trata-se de uma afronta a todos os tratados de direitos internacionais, dos quais o Brasil é signatário, e um desrespeito às garantias fundamentais da Constituição Brasileira".

"O PT com nois tinha diálogo"

Em agosto passado, uma reportagem da revista Veja também apontou uma suposta ligação do PCC com o PT. Conversas por telefone interceptadas pela Polícia Federal entre os integrantes da maior facção criminosa do país levantaram indícios de que os criminosos mantinham diálogo com pessoas ligadas ao partido.

De dentro da cadeia, Alexsandro Pereira, conhecido como Elias, se queixa do papel do ministro da Justiça, Sergio Moro, na remoção dos líderes, que estavam presos em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

“Os caras tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já começou o mandato mexendo com nois irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão. (…) Então, se os cara começou mexendo com quem estava na linha de frente, os caras já entrou falando o quê? ‘Com nois já não tem diálogo, não, mano", disse o traficante. 

"Se vocês estava tendo diálogo com outros, que tava na frente, com nois já não vai ter diálogo, não’. Esse Moro aí, esse cara é um filha da puta, mano. Ele veio pra atrasar. Ele começou a atrasar quando foi pra cima do PT. Pra você ver, o PT com nois tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nois cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra nois ficar conversado a caminhada aqui pelo telefone, mano”, disse Elias.

Assista abaixo:

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