Polêmica

Jornalista finge que é gay para ser atendido por esposa de Eduardo, diz Bolsonaro

Se confirmada a intenção de fingimento, o jornalista poderá até responder criminalmente

13/09/2019 13h57
Por: Will R. Filho
Se confirmada a intenção de fingimento, o jornalista poderá até responder criminalmente. Reprodução: Google
Se confirmada a intenção de fingimento, o jornalista poderá até responder criminalmente. Reprodução: Google

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, usou suas redes sociais nesta sexta-feira (13) para denunciar um caso que vem chamando atenção pelo nível antiético e vergonhoso de intencionalidade. Segundo o chefe do Executivo, o jornalista João Paulo Saconi, da revista Época, se fingiu de cliente e gay para ser atendido pela esposa do seu filho, Eduardo Bolsonaro, que é psicóloga.

"Sem se identificar, o jornalista João Paulo Saconi, da revista Época (grupo Globo), se passou por gay e fez 5 sessões com minha nora Heloísa (psicóloga, esposa do Eduardo) e gravou tudo", publicou Bolsonaro em suas redes sociais.

"Assuntos sugeridos por ele nas sessões, como religião e política, tomaram grande parte das sessões. A conversa que deveria ficar apenas entre os dois, por questão de ética, agora vem a público", destacou o presidente.

Eduardo Bolsonaro, esposo de Heloísa, demonstrou indignação nas redes sociais com a atitude maliciosa do jornalista. "Minha esposa foi enganada por um mau caráter que se diz jornalista da Época/Globo, João Paulo Saconi, que usou da sua boa fé e profissionalismo para manipulá-la e fabricar matéria com o único intuito de assassinar a reputação da família do Presidente", escreveu Eduardo no Twitter.

Não foi confirmado se a intenção do jornalista foi, de fato, se fingir para obter vantagens. Tudo leva a crer que sim, porque a denúncia partiu do próprio Eduardo Bolsonaro, algo que sem dúvida teve o conhecimento prévio de Heloísa, a qual teria negado se não fosse o caso.

Se o jornalista utilizou um nome falso, ele poderá responder criminalmente, conforme o Art. 307 do Código Penal, o qual diz que é crime "atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave".

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