Lava Jato

Gilmar Mendes solta dois presos condenados por Bretas em operação da Lava Jato

Gilmar Mendes manda soltar condenados na Lava Jato do Rio de Janeiro

12/09/2019 15h44
Por: Opinião Crítica
Fonte: Correio Braziliense / Opinião Crítica
Gilmar Mendes manda soltar condenados na Lava Jato do Rio de Janeiro. Reprodução: Google
Gilmar Mendes manda soltar condenados na Lava Jato do Rio de Janeiro. Reprodução: Google

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus aos empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. Eles estavam presos desde o ano passado, e são investigados pela operação S O S, Fatura Exposta III, da Lava Jato do Rio de Janeiro.

Na decisão, Mendes impôs medidas alternativas a prisão, como a proibição de manter contato com outros investigados no mesmo processo e comparecer periodicamente à Justiça. 

A dupla é acusada pelas supostas práticas de organização criminosa, corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e peculato. O advogado Marcelo Sedlmayer, que defende os empresários, afirmou que “as decisões do Supremo Tribunal Federal vão de encontro com o ordenamento jurídico, em claro respeito a aplicação da lei penal e a jurisprudência da Corte”.

O defensor também afirmou que houve demora no curso da investigação, o que prejudica os clientes. “O Supremo reconheceu o constrangimento ilegal pelo excesso de prazo, eis que após um ano da deflagração da operação, sequer iniciou-se a instrução criminal”, completou Sedlmayer. 

Os dois empresários estavam presos por decisão da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, chefiada pelo juiz Marcelo Bretas. (Correio).

Gilmar Mendes, o "laxante"?

A decisão de Gilmar Mendes lembrou uma punição decretada pelo Conselho Nacional de Justiça, contra o promotor de Justiça Fernando da Silva Krebs, do MP de Goiás, que em entrevista a uma rádio chamou o ministro de "laxante".

Em 2018, em entrevista à Rádio Brasil Central, de Goiânia, Krebs disse que “nós temos o caso Gilmar Mendes, que é considerado o maior laxante do Brasil. Ele solta todo mundo, principalmente os criminosos de colarinho branco”.

Por causa dessa declaração, foi imposta ao promotor a pena de censura, que fica registrada no histórico funcional do profissional, tornando-se prejudicial em eventuais avaliações e procedimentos disciplinares futuros.

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