CPI da Lava Toga

Alcolumbre é acusado de crime por vetar pedidos de impeachment de ministros

Segundo grupo de juristas, Alcolumbre cometeu três tipos de crimes ao dificultar instalação da CPI da Lava Toga

11/09/2019 08h31
Por: Will R. Filho
Segundo grupo de juristas, Alcolumbre cometeu três tipos de crimes ao dificultar instalação da CPI da Lava Toga
Segundo grupo de juristas, Alcolumbre cometeu três tipos de crimes ao dificultar instalação da CPI da Lava Toga

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, está sendo acusado de cometer três crimes diferentes, e de forma confessa, após se mobilizar para impedir a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pode resultar no impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Ontem, Laércio Laurelli, Luis Carlos Crema e eu apresentamos notícia-crime contra David Alcolumbre", informou o jurista Modesto Carvalhosa. "O estagiário de Renan Calheiros cometeu 3 crimes ao barrar o devido processamento dos pedidos de impeachment de Gilmar, Toffoli, Lewandowski e Alexandre de Moraes: 1- prevaricou; 2 - fraudou o processo legislativo; 3 - abusou de sua autoridade", destacou.

Para Carvalhosa, que integra o movimento "Muda Brasil, Muda Senado" - do qual fazem parte parlamentares e personalidades jurídicas, como a advogada Janaína Paschoal - Davi Alcolumbre confessou ter cometido os crimes pelos quais está sendo acusado.

"E o que deixa incrédula a Nação: crimes que ele mesmo confessou despudoradamente, na entrevista a Veja, dizendo que não vai atender à vontade de meia dúzia e que fica envergonhado de estar discutindo impeachment de ministro do STF", explicou Carvalhosa em sua rede social. "Que Alcolumbre não se surpreenda se muito em breve ainda tiver de prestar contas por constrangimento ilegal de senadores, para que retirem assinaturas necessárias à imprescindível CPI Lava Toga".

O jurista afirmou que o movimento do qual faz parte "decidiu convocar um grande ato público na Praça dos Três Poderes para o próximo dia 25", visando chamar atenção para a tentativa de barrar o andamento das investigações contra os ministros do Supremo.

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