Champainha

Champinha tenta fugir de presídio e faz enfermeiro refém durante rebelião

Champinha foi o pivô da discussão entre Jair Bolsonaro e Maria do Rosário em 2003

05/09/2019 09h44
Por: Opinião Crítica

Condenado pelo assassinato do casal Liana Friendebach e Felipe Caffé, Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, tentou fugir na madrugada da última quarta-feira (4) da unidade experimental de saúde na zona norte de São Paulo, onde está internado há 12 anos.

Champinha e outro interno fizeram um enfermeiro refém por volta das 2 horas da manhã. A negociação pela rendição durou cerca de uma hora e ninguém ficou ferido. Na época dos assassinatos, Champinha tinha 16 anos. Hoje, ele tem 33 anos.

Champinha vive com outros quatro internos na unidade experimental de saúde localizada no bairro de Vila Maria. Ele é mantido sob custódia do estado desde quando completou 21 anos e teve que deixar a Fundação Casa, onde ficou internado após confessar a autoria do crime ocorrido em 2003.

Ao completar a maioridade, porém, a Justiça de São Paulo determinou que ele fosse mantido longe do convívio social após avaliação psiquiátrica atestar desvio de personalidade capaz de colocar outras pessoas em risco. 

Pivô da discussão entre Bolsonaro e Maria do Rosário

O caso envolvendo Champainha foi o motivo da famosa discussão entre o então deputado Jair Bolsonaro - hoje presidente da República - e a também deputada Maria do Rosário, em 3003.

Na ocasião, os dois trocaram discutiram no salão verde do Congresso Nacional, porque Jair Bolsonaro usou o caso de Champinha para defender a necessidade de redução da maioridade penal, visto que o assassino foi para a Fundação Casa e não para um presídio comum.

Maria do Rosário, por sua vez, discordou de Bolsonaro e foi acusada pelo mesmo de tentar proteger o criminoso, quando a mesma chamou Bolsonaro de "estuprador". Em resposta, Bolsonado disse que "jamais estupraria você, porque você não merece".

A frase do então parlamentar foi usada incansavelmente pela mídia e pela oposição para acusar Bolsonaro de fazer apologia ao estupro durante a campanha eleitoral de 2018, incluindo ações no Ministério Público Federal contra o atual presidente. Veja o momento da discussão abaixo. Com informações: Veja.

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