Gilmar Mendes

ABSURDO: Gilmar Mendes chama integrantes da Lava Jato de "gente ordinária"

Gilmar Mendes ultrapassa a linha jurídica como ministro do STF e revela possível motivação pessoal ao atacar agressivamente os procuradores da Lava Jato

28/08/2019 09h05
Por: Will R. Filho
Gilmar Mendes ultrapassa a linha jurídica como ministro do STF e revela possível motivação pessoal ao atacar agressivamente os procuradores da Lava Jato. Imagem: reprodução/Google
Gilmar Mendes ultrapassa a linha jurídica como ministro do STF e revela possível motivação pessoal ao atacar agressivamente os procuradores da Lava Jato. Imagem: reprodução/Google

Mais uma vez o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, fez questão de atacar os integrantes da Operação Lava Jato, utilizando como fundamento da sua crítica o material divulgado pelo site Intercept Brasil, obtido através da ação criminosa de hackers e sem qualquer confirmação de autenticidade por autoridades públicas.

Nas mensagens divulgadas pelo Intercept na segunda-feira (27), os procuradores da Lava Jato teriam debochado da morte da ex-primeira-dama Marisa, esposa do ex-presidente Lula. No entanto, como dito pelo Opinião Crítica em outra matéria, o conteúdo além de não ter confirmação de autenticidade (podendo ter sido adulterado), não possui indícios de ação ilegal por parte dos procuradores, mas apenas de conversas pessoais em grupos fechados.

No entanto, Gilmar Mendes mais uma vez voltou a usar a matéria do Intercept para atacar a Lava Jato, dessa vez chamando os procuradores de "gente ordinária", além de insinuar que a força-tarefa seria uma "ditadura":

“É um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices dessa gente, homologamos delação. É altamente constrangedor. A República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa. (…) Assumiram papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura. (…) Que gente ordinária, se achavam soberanos”, afirmou o ministro do STF, segundo o site de notícias jurídicas Jota.

Chama atenção o fato de Gilmar Mendes não se deter aos aspectos jurídicos dos quais, porventura, discorda. Mas ao invés disso, o ministro do STF vai além e usa claramente palavras ofensivas para se referir aos procuradores da Lava Jato, não uma ou duas vezes, e sim várias, como já noticiado pelo Opinião Crítica em outras ocasiões.

Ao se referir à "República de Curitiba", Mendes está falando da Lava Jato. Ele chama de "ditadura" a maior operação anticorrupção do Brasil, talvez do mundo, responsável por centenas de processos, prisões e devoluções bilionárias de valores roubados. Dizer que os integrantes da operação são "gente ordinária" vai muito além de um posicionamento jurídico: revela algo pessoal! Ou não?

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