Amazônia

GRAVE: Macron volta a ameaçar o Brasil e sugere "internacionalizar" a Amazônia

A declaração de Emmanuel Macron é uma ameaça direta a soberania do Brasil, onde a sugestão de invasão ao território nacional é real e inédita na história recente do país

26/08/2019 19h36
Por: Will R. Filho
A declaração de Emmanuel Macron é uma ameaça direta a soberania do Brasil, onde a sugestão de invasão ao território nacional é real e inédita na história recente do país
A declaração de Emmanuel Macron é uma ameaça direta a soberania do Brasil, onde a sugestão de invasão ao território nacional é real e inédita na história recente do país

A histeria coletiva envolvendo à Amazonia, criada propositadamente por pessoas, partidos e grupos (especialmente a mídia) que desejam derrubar o atual governo brasileiro, terminou criando margem para o que pode ser a pior crise diplomática envolvendo o Brasil e outro país nas últimas décadas, neste caso a França, atualmente liderada pelo presidente Emmanuel Macron.

Após o anúncio nesta segunda (26) de que os sete países mais ricos do mundo, o G7, liberariam em caráter de urgência cerca de R$ 83 milhões para combater os incêndios na Amazônia, Emmanuel Macron aproveitou para sugerir a ideia de dar “status internacional” à floresta, caso os líderes da região tomem decisões prejudiciais ao planeta, segundo ele. Observe:

“Este não é o quadro da iniciativa que estamos tomando, mas é uma questão real que se impõe se um Estado soberano tomar medidas concretas que obviamente se opõem ao interesse de todo o planeta”, disse Macron, com destaque nosso. O líder francês vai além e desqualifica a conversa do presidente Bolsonaro com o chefe executivo do Chile.

“As conversas entre [Sebastián] Piñera [presidente do Chile] e Bolsonaro não vão nessa direção, acho que ele está ciente desse assunto. Em qualquer caso, quero viver com essa esperança.”, acrescentou Macron, segundo informações do Metrópoles.

Segundo o presidente francês, o status que, na prática, tornaria a Amazonia "internacionalizada", “é um caminho que permanece aberto e continuará a florescer nos próximos meses e anos”. Para tentar fundamentar a sua ideia colonialista, como bem destacou o presidente Bolsonaro recentemente, Macron utilizou o argumento climático para uma possível intervenção internacional no Brasil.

“A questão é tal no plano climático que não podemos dizer ‘este é um problema só meu’. É o mesmo para aqueles que têm espaços glaciais em seu território ou que impactam o mundo inteiro", disse ele.

Declaração de Macron é extremamente grave

O que o presidente da França disse nas entrelinhas da sua declaração é que o mundo pode, se quiser, retirar a Amazonia do Brasil, usando como justificativa às decisões do governo brasileiro que seriam prejudicais para o clima mundial. Tal afirmação absurda e cientificamente ignorante se traduz, no idioma militar, como uma ameaça direta à soberania nacional do Brasil.

Nenhuma decisão de uma nação (o que inclui o Brasil, obviamente), sobre como explorar seus recursos naturais, compete ao mundo. A soberania nacional garante 100% de autonomia dos governos sobre suas regiões administrativas. Acordos internacionais como o de Paris, por exemplo, não passam de acordos! Na prática, podem ser desfeitos, mantidos ou violados.

No máximo, a violação de acordos internacionais prejudica apenas a relação diplomática de certo país com o resto do mundo. Todavia, jamais, sob qualquer hipótese, a sua soberania. Sanções comerciais e outros meios semelhantes estão na esfera da diplomacia, o que é válido. Ameaça de invasão, não! Invasão significa apenas uma coisa: guerra!

Não há outra definição lógica para o que seria um "status internacional" da Amazônia, senão a retirada do Brasil (e demais países da região) sobre o seu controle, e isto não pode ser feito sem intervenção militar, rendição ou abdicação da soberania nacional. Isto posto, não resta dúvida de que a fala de Macron é extremamente grave, ameaçadora e exige do governo brasileiro uma resposta urgente vinda do campo diplomático, visando dissipar o quanto antes qualquer nova insinuação nesse sentido.

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