Militância da mídia

Mourão, Olavo, Nordeste, Intercept, Amazônia... quem é o próximo da mídia?

Em um país onde muitos torcem pelo fracasso do governo, o Brasil real está bem distante do que é retratado pela grande mídia

22/08/2019 16h00Atualizado há 4 semanas
Por: Will R. Filho

Lado à guerra de narrativas que assola o cenário político brasileiro, existe um Brasil real, que diariamente depende de decisões importantes nos vários setores da administração pública. Esse país, feito de pessoas sérias, preocupadas em colocar alimento dentro de casa e construir um futuro melhor para sua família, não é o mesmo que tem sido retratado pela grande mídia nos últimos anos.

O que estamos assistindo no Brasil de hoje é uma ação orquestrada de vários setores, aparentemente com interesses comuns, que visa derrubar ou, no mínimo, desacreditar ao máximo o governo atual, e tudo isso em nome do quê? Da manutenção dos privilégios que antes não eram trazidos à tona, como os repasses milionários de verbas públicas para o financiamento de campanhas de partidos e publicidade nas grandes emissoras de TV?

Do silêncio quanto à autorização de crédito para a compra de jatinhos particulares com o dinheiro público do BNDES? Da manutenção dos mais de 500 conselhos de classe improdutivos que sustentavam funcionários parasitas? Dos milhões repassados às ONGs de "proteção" da Amazônia, os R$ 70 milhões destinados ao financiamento de filmes que contrariam os interesses da maioria da população, ou dos milhões da Lei Rouanet para os artistas globais ricos?

Como se tais elementos já não bastassem, os mesmos veículos de comunicação que se uniram para transformar o jornalismo em ferramenta de especulação midiática, tão somente como forma de oposição ao governo, também deram às mãos para ecoar a voz de condenados pela Justiça por corrupção, além dos investigados por inúmeros crimes, todos na Operação Lava Jato.

O Brasil real, feito de gente preocupada com o controle da inflação, taxa de juros do cheque especial, financiamento imobiliário, números de homicídios, combate ao tráfico de drogas, a geração de empregos, a qualidade da educação, entre dezenas de outros assuntos importantes, deixou de existir para esses "jornalistas" que hoje se revezam no ativismo midiático, mesmo quando existem acertos, e não são poucos.

De Mourão à Amazônia, ou seja, de janeiro a agosto, em um curto espaço de tempo cada ponto, vírgula e "arroto" do presidente Bolsonaro e seus ministros se tornaram alvos de especulação midiática. Uma única frase fora de contexto ou mal colocada é suficiente para ocupar as grandes manchetes do país.

Não satisfeitos, até o histórico familiar da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi revirado, a fim de expor a vida íntima de uma mulher que, muito provavelmente, já contribuiu para o país mais do que todas às outras ocupantes do cargo juntas na história recente.

Com isso, em um país onde muitos torcem pelo fracasso do governo, a dúvida que fica é: qual será a próxima questiúncula transformada em tempestade? Por tudo o que já passou o atual governo, dificilmente haverá algo de tão surpreendente capaz de derrubá-lo, especialmente diante das melhorias que já são percebidas.

Ao que tudo indica, é mais fácil esses que hoje atacam de forma infundada "Deus e o mundo", perderem suas funções, o crédito e a moral, do que o Brasil real, agora cada vez mais consciente, perder a sua consciência, o compromisso com o combate à corrupção e o discernimento do que é melhor para o seu futuro.

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