Marcelo Bretas

Bretas não apenas prendeu Eike, como bloqueou R$ 1,6 bilhão da sua conta

Segundo o Ministério Público, o empresário usou o nome dos filhos para esconder parte do seu patrimônio

08/08/2019 14h01
Por: Opinião Crítica
Fonte: Metrópoles / Natália Lázaro

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, determinou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão da conta do empresário Eike Batista, preso novamente pela Polícia Federal nesta quinta-feira (08/08/2019). A quantia também envolve bens dos filhos Thor e Olin.

O pedido de bloqueio veio do Ministério Público Federal (MPF), considerando as investigações sobre crimes de manipulação de mercado e utilização de informação privilegiada. Na quantia estão agregados R$ 800 milhões por danos morais e o restante por danos materiais.

Além de Eike, há um mandado expedido para deter Luiz Arthur Andrade Correia, o Zartha, contador do empresário. Ele está fora do país. A decisão foi tomada pela Justiça a pedido do MPF. Desta vez, o ex-bilionário é acusado de lavagem de dinheiro e manipulação do mercado de ações. O nome da operação é Segredo de Midas e tem como base a delação do banqueiro Eduardo Plass.

Eike foi condenado a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Por decisão do juiz Marcelo Bretas, se tornou réu no mesmo processo em que o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi condenado a 22 anos e 8 meses de prisão.

A PF prendeu o empresário no âmbito da Operação Eficiência, braço da Lava Jato, no fim de 2017, logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, vindo do exterior. Por determinação da Justiça, o ex-bilionário cumpria prisão domiciliar. Pelas regras, não podia sair de casa à noite. Também era obrigado a permanecer na residência nos fins de semana e feriados.

Segundo as investigações, Eike teria repassado US$ 16,5 milhões em propina ao ex-governador do Rio, por meio de contratos fraudulentos com o escritório de advocacia da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo. Como parte do esquema, teria simulado a venda de uma mina de ouro por intermédio de um banco no Panamá.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Blogs e colunas
Últimas notícias
Mais lidas