"Tem que morrer"

Bolsonaro "tem que ser assassinado, ele e família", diz jornalista ligado ao PDT

Vinícius Guerrero gravou um vídeo pedindo o assassinato de Jair Bolsonaro e seus filhos, além de pedir que militantes peguem em armas para atacar o governo brasileiro

06/08/2019 10h53Atualizado há 3 meses
Por: Will R. Filho
Vinícius Guerrero pediu o assassinato do presidente Jair Bolsonaro e sua família, em um claro atentado à segurança Nacional
Vinícius Guerrero pediu o assassinato do presidente Jair Bolsonaro e sua família, em um claro atentado à segurança Nacional

Um jornalista chamado Vinícius Guerrero, presidente do Movimento Comunitário Trabalhista do PDT da capital do estado e São Paulo, publicou um vídeo que comprova vários crimes praticados por ele, ao pedir explicitamente o assassinato do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro e seus filhos.

“Não tem mais condição de aceitar um bosta como Bolsonaro no poder. Esse cara tem que ser assassinado, ele e a família”, disse o jornalista-militante.

Como se não bastasse, Guerrero também pede aos militantes de esquerda no Brasil que comecem à pegar em armas e treinar tiros para iniciar uma "revolução" armada, chegando a mencionar a necessidade de atacar os militares do país. Ele cita a Venezuela como fonte dessas armas, entre xingamentos de ódio ao presidente Bolsonaro, sua família e equipe de governo, como ao general Augusto Heleno.

"Vamos começar a guerra, velho... é isso o que tem que acontecer. Não tem mais condição de aceitar um bosta como Bolsonaro no poder. Esse cara tem que ser assassinado, ele e família, menos a filha que não é política, [mas sim] os políticos da família Bolsonaro pra resumir, os quatro... os três filho bosta [sic] e o próprio pai”, disse Vinícius Gerrero.

Ainda se referindo a Bolsonaro e seus filhos, Gerrero enfatiza a incitação ao crime: "Esses tem que acabar, eles tem que morrer... acabou velho". Em seguida, Guerrero reconhece a sua fala como um crime, mas ignora e ainda reforça a sua afirmação: "Foda-se, me prende... você tem que morrer Bolsonaro, você é um câncer na sociedade".

O vídeo de 12 minutos foi publicado no dia 30 de Julho, em seu canal no Youtube e também no Facebook, mas logo em seguida foi apagado, após o portal Terça Livre fazer a denúncia inicial. Vinícius Gerrero possui histórico de militância na esquerda, sendo um apoiador do ex-candidato à presidência, Ciro Gomes, tendo várias fotos com ele e outros correligionários.

Vinícius Gerrero ao lado de Ciro Gomes
Vinícius Gerrero, responsável pela incitação ao assassinato de Bolsonaro, ao lado do ex-candidato à presidência, Ciro Gomes.

 

No site oficial do PDT há uma matéria onde se vê claramente a menção ao nome do jornalista-ativista: "A atividade teve o apoio do Movimento Comunitário Trabalhista (MCT) de São Paulo, com a presença de seu presidente, Vinícius Guerrero".

Em dado momento da gravação, Vinícius Guerrero também se dirige ao ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), General Heleno, em tom de ameaça. “Cala a boca, general Heleno, seu bosta! Quem fala demais dá bom dia a cavalo e vocês vão acabar colhendo o que vocês estão plantando”, disse o jornalista. Assista o vídeo abaixo:

Crimes cometidos por Vinícius Guerrero

Vinícius Gerrero cometeu mais de um crime. Primeiro, ao incentivar assassinatos, neste caso a violência, conforme tipificado pelo Artigo 286 do Código Penal Brasileiro, sendo crime "Incitar, publicamente, a prática de crime. Detenção: 3 a 6 meses".

Para que o crime de incitação fique caracterizado é necessário que o autor atue como alguém que provoca o desejo alheio de cometer o crime, levando, de forma consciente e proposital, por meio de suas palavras e atos, a ação de outras pessoas, exatamente como fez Guerrero.

Em segundo lugar, Guerrero violou a Lei de Segurança Nacional ao incentivar um levante armado contra o Estado Brasileiro, em parceria com a Venezuela, além do próprio incentivo ao assassinato da família presidencial. O texto é claro, por exemplo nesse trecho:

"Art. 8º - Entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro [que pode ser político], ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil. Pena: reclusão, de 3 a 15 anos".

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