Psicologia

Psicólogos se mobilizam para votação contra o ativismo nos Conselhos em agosto

Psicólogos querem resgatar a psicologia científica e desaparelhar os Sistema Conselho de Psicologia

30/07/2019 09h27
Por: Will R. Filho

Para os psicólogos que tratam a psicologia como uma ferramenta científica, e não política, não é novidade saber que o Sistema Conselho de Psicologia no Brasil está aparelhado ideologicamente. Por outro lado, há por todo país um número cada vez maior de profissionais se mobilizando para lutar contra esse tipo de ativismo, e por causa disso eles estão fazendo um apelo aos colegas que deverão votar no mês agosto para escolher os novos gestores dos Conselhos.

A intenção desses profissionais opositores aos gestores atuais do Conselho Federal de Psicologia e dos regionais é resgatar uma psicologia "apartidária", "científica" e "ética", eliminando o ativismo político-ideológico, hoje dominado pela esquerda, de qualquer natureza. Não se trata, portanto, de uma militância ao contrário, mas da promessa de não haver militância alguma.

Para isso, o grupo Movimento de Psicólogos em Ação (MPA) criou uma chapa para concorrer às eleições desse ano, com o número 24. Apesar da forte resistência da militância que hoje domina o Conselho Federal, o MPA vem recebendo apoio de vários profissionais, entre eles a psicóloga Marisa Lobo, que já enfrentou diversos processos por criticar justamente a militância no sistema.

"O #MPA é um movimento que preza pelo Código de Ética da Psicologia, por isso entende que os psicólogos devem cumpri-lo com integridade. Ser apartidário não é ser apolítico, pois o #MPA tem propostas para valorizar a profissão no cenário nacional para TODOS os psicólogos, mas para isso é preciso desaparelhar o sistema com a máxima urgência", diz o grupo em suas redes sociais.

A psicóloga Rosângela Justino, uma das principais articuladoras do MPA, destacou o envolvimento do CFP até mesmo no envio do atual presidente da autarquia, Rogério Giannini, para um evento na Venezuela, onde o mesmo prestou apoio ao ditador socialista Nicolás Maduro, denunciado internacionalmente por crimes contra a humanidade.

"Nós temos observado que o Conselho de Psicologia vem induzindo pessoas a convicções políticas, e isso é contra o Código de Ética profissional", disse Justino. "O nosso presidente, do Conselho de Psicologia, foi apoiar o [Nicolás] Maduro... foi lá na Venezuela apoiar o governo ditador".

Além da chapa 24 para o CFP, o MPA também faz um apelo para que os profissionais votem na chapa 13 para o Conselho Regional do Rio de Janeiro e 14 para o Distrito Federal. Para votar, os psicólogos possuem até hoje (30/07) para atualizar seu cadastro no site do CFP (clique aqui). A votação será entre os dias 23 e 27 de agosto.

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