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Bolsonaro supera atrasos e decreta a inclusão de autistas no senso 2020

Além da influência da sua esposa, Michelle Bolsonaro, o presidente teve o apoio do apresentador Marcos Mion, que possui um filho autista

18/07/2019 18h21
Por: Opinião Crítica
Fonte: Agência Brasil / Comentário: Will R. Filho
Além da influência da sua esposa, Michelle Bolsonaro, o presidente teve o apoio do apresentador Marcos Mion, que possui um filho autista
Além da influência da sua esposa, Michelle Bolsonaro, o presidente teve o apoio do apresentador Marcos Mion, que possui um filho autista

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (18), em sua conta oficial no Twitter, que sancionou a lei que obriga a inclusão, no censos demográficos, de informações específicas sobre pessoas com autismo. Atualmente, não existem dados oficiais sobre as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) no Brasil.

"Atendendo à necessidade da comunidade autista no Brasil e reconhecendo a importância do tema, sancionamos hoje a Lei 13.861/2019 que inclui dados específicos sobre autismo no Censo do IBGE. Uma boa tarde a todos!", tuitou Bolsonaro.

A expectativa inicial era que presidente vetasse o texto e tentasse incluir eventuais questionamentos sobre os autistas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Pelo Twitter, Bolsonaro chegou a compartilhar, na semana passada, um vídeo da presidente do Instututo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Susana Guerra, em que ela defendia a inclusão dos autistas na PNAD e não no censo demográfico.

Os dois levantamentos são organizados pelo IBGE, mas o censo é realizado a cada dez anos e apura a totalidade dos dados demográficos. Nesta quinta-feira pela manhã, no Palácio do Alvorada, o presidente chegou a dizer, a um grupo de pessoas que pediam a sanção do projeto, que seguiria a orientação de sua equipe, favorável ao veto.

Autismo no Brasil

O Transtorno do Espectro Autista resulta de uma desordem no desenvolvimento cerebral e engloba o autismo e a Síndrome de Asperger, além de outros transtornos, que acarretam modificações na capacidade de comunicação, na interação social e no comportamento. A estimativa é que existam 70 milhões de pessoas no mundo com autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil.

Comentário

Como é possível pensar e executar políticas públicas em favor da comunidade autista, sem o conhecimento real da sua demografia? Apenas por esse fato é possível entender a importância da decisão tomada pelo governo atual, ao mesmo tempo que surpreende saber que ela não existiu durante todos esses anos.

Sem dúvida essa decisão carrega consigo a influência da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, com seu olhar sensível para a comunidade de pessoas especiais. Essa é uma virtude do atual governo que, infelizmente, não é reconhecida como deveria por seus opositores, uma vez que o interesse desses não tem a ver com a necessidade do seu povo, mas com o próprio umbigo.

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