Caso Raissa

"Ela batia em minha filha", diz mãe de Raissa, jovem morta por ciúme de transexual

Raissa testou se afastar da ex-companheira transexual, que segundo a mãe, lhe agredia e fazia ameaças

28/06/2019 08h25
Por: Will R. Filho
Raissa testou se afastar da ex-companheira transexual, que segundo a mãe, lhe agredia e fazia ameaças
Raissa testou se afastar da ex-companheira transexual, que segundo a mãe, lhe agredia e fazia ameaças

A mãe da adolescente Raissa Sortero Rezende, de 14 anos, que foi brutalmente assassinada por outras duas, sendo uma transexual com quem havia mantido um relacionamento conturbado, contou detalhes do envolvimento da filha com uma das acusadas de ter lhe torturado e assassinado.

A mãe de Raissa esteve no programa Cidade Alerta, onde falou para o jornalista Luiz Bacci que a filha sofria abusos quando se relacionava com uma das jovens, neste caso, a transexual acusada de participar do crime o corrido na última segunda-feira na praia de Maria Farinha, Pernambuco:

“A única coisa que eu peço é que elas apodreçam na cadeia. Que elas passem muitos anos, e de lá vão para uma cadeia de maior. Isso não se faz com ninguém, é uma crueldade muito grande. Eu quero justiça, eu não aguento. Quero minha filha de volta”, falou a mãe de Raissa, enquanto tentava controlar o choro.

“O relacionamento delas sempre foi conturbado, ela batia em minha filha, era violenta, perseguia a Raissa. Ela não se conformou com a felicidade da minha filha. Minha filha tava super feliz. Todo mundo via a felicidade no rosto dela”, acrescentou.

“A Raissa deu muito trabalho enquanto manteve relação com ela, mas após o fim do namoro a menina ‘se endireitou’, contou a mãe, destacando que a filha estava em um novo relacionamento fazia um mês, dessa vez com um rapaz de 23 anos. “Ela conheceu um rapaz trabalhador, que gostava dela. Eles estavam muito felizes”, detalhou, segundo a Ric Mais.

Raissa foi vítima do ciúme da ex-companheira transexual?

Conforme noticiado em outra matéria, a morte de Raissa teria sido motivada pelo ciúme da sua ex-companheira transexual, a mesma que, segundo a mãe da adolescente, batia na filha e fazia ameaças. O comportamento agressivo da acusada também foi observado pela Polícia no ato da prisão.

“A menina de 14 anos não teve nenhuma chance de defesa, é uma morte chocante”, detalhou o delegado responsável pelo caso, em Pernambuco.

“O flagrante ainda está em curso, mas já está configurado o ato infracional análogo a homicídio duplamente qualificado. Teve crueldade, não houve possibilidade de a vítima se defender. Os próprios policiais militares encontraram dificuldade no momento da apreensão por conta da agressividade dos suspeitos”, disse ele.

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