Brasil no G20

Bolsonaro e Heleno dão invertida em Merkel no G20: "Vão procurar sua turma"

Críticas à política do Brasil com relação ao meio ambiente foram rebatidas por Bolsonaro e Heleno

27/06/2019 14h35
Por: Will R. Filho
Críticas à política do Brasil com relação ao meio ambiente foram rebatidas por Bolsonaro e Heleno
Críticas à política do Brasil com relação ao meio ambiente foram rebatidas por Bolsonaro e Heleno

A viagem do presidente Jair Bolsonaro ao encontro do G20, no Japão, mal começou e já está dando o que falar. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, deu abertura a uma nova postura do Brasil diante do mundo, no que compete à polícia ambiental nas terras tupiniquins.

Heleno rebateu críticas da chanceler alemã, Angela Merkel, sobre as políticas ambientais brasileiras e disse que alguns países têm interesse em explorar florestas. Por isso, segundo ele, “dão palpite”.

O presidente Jair Bolsonaro não ficou por menos no quesito opiniões "politicamente incorretas". Pouco antes das declarações do general Heleno, o chefe de Estado brasileiro havia comentado a fala de Merkel, dizendo que o Brasil merecia respeito diante da preocupação da chanceler alemã com o desmatamento no Brasil.

Para o general Heleno, as críticas ao Brasil no quesito ambiental são injustas, visto que em pleno século XXI, o Brasil ainda manter preservada a floresta de maior biodiversividade do mundo é um grande feito na luta pelo meio ambiente.

“Quem tem moral para falar da preservação de meio ambiente no Brasil? Esses países que criticam? Vão procurar sua turma”, retrucou Heleno.

Segundo informações do portal Metrópoles, o general Heleno está em Osaka, no Japão, na comitiva do presidente Jair Bolsonaro para participar da reunião do G20, grupo de 20 países com as maiores economias do mundo que teve início nesta quinta-feira (27/06/2019).

Militar preso na Espanha

Na ocasião, o general Heleno também comentou a repercussão do militar da Força Aérea do Brasil (FAB) preso na Espanha, destacando que o mesmo estava em outro avião e não no voo presidencial.

“Foi falta de sorte acontecer no momento de um evento mundial e acaba tendo uma repercussão que não teria. Foi um fato muito desagradável”, disse Heleno. O sargento, que atuava como comissário de bordo, estava no avião do chamado “escalão avançado” da comitiva presidencial, que segue algumas horas à frente da aeronave onde viaja o presidente da República.

“O GSI não tem nada que ver com isso. Zero. A revista de passageiros e das malas para os aviões da FAB é encargo da Força Aérea Brasileira, que não é subordinada a mim. O GSI não prova a comida do presidente. Cada um tem sua tarefa e suas missões, não entra na área do outro”, afirmou Heleno, ao destacar a responsabilidade da FAB.

“Todo mundo tem a sua mala revistada, inclusive nós, o presidente da República, o ajudante de ordens. Esse sargento era da comissaria, ele chega muito antes. Não tem efetivo para manter todo tempo um esquema de vigilância”, conclui Heleno.

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