Militar preso

"Com certeza existem conexões nisso ai", diz Mourão sobre militar da FAB apreendido

"Uma atitude dessa natureza não brotou da cabeça dele", disse Mourão sobre o militar preso

26/06/2019 22h46Atualizado há 5 meses
Por: Will R. Filho
"Uma atitude dessa natureza não brotou da cabeça dele", disse Mourão sobre o militar preso. Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

Além do presidente Jair Bolsonaro, quem também comentou a prisão de um militar da Força Aérea Brasileira, pego com 39 quilos de cocaína na terça-feira (25) em um aeroporto da Espanha, foi o general Hamilton Mourão, que atualmente ocupa o cargo de presidente, visto que o titular está em viagem para uma reunião do G20 no Japão.

“As Forças Armadas não estão imunes a esse flagelo da droga. Não é primeira vez que acontece, seja na Marinha, no Exército, na Força Aérea. Agora, a legislação vai cumprir seu papel, ele vai ser julgado por tráfico internacional de drogas e vai ter uma punição bem pesada", disse o general, segundo a EBC.

“Agora o mais importante é ver as conexões que ele poderia ter. Uma atitude dessa natureza não brotou da cabeça dele. Com certeza existem conexões nisso ai", completou Mourão, sugerindo que possivelmente o militar preso faz parte de algum grupo de tráfico internacional de drogas.

O militar foi identificado como Manoel Silva Rodrigues, segundo-sargento da Aeronauta. Segundo informações da Exame, ele já realizou desde 2015, pelo menos 29 viagens, e em uma delas estava no grupo de militares que seguiram o presidente Jair Bolsonaro de Brasília a São Paulo, em fevereiro deste ano.

O militar viajou com equipes de Temer e Dilma

Os antecessores de Bolsonaro também viajaram com Silva Rodrigues na equipe de voo. Em janeiro do ano passado, quando Michel Temer embarcou para a Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial em Davos, há registro do serviço do sargento no transporte do escalão avançado da Presidência.

O portal da transparência também aponta que Silva Rodrigues viajou a Juazeiro do Norte (CE) em maio de 2016, quando a ex-presidente Dilma Rousseff esteve na cidade. Ao que tudo indica, portanto, o militar preso já pode ter praticado o mesmo crime outras vezes, muito embora não exista a comprovação desse fato.

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