Saúde

Sindicato dos Médicos condena o "lockdown" e pede o uso precoce da cloroquina

"Medidas como lockdown só servem para encobrir a incapacidade gerencial da administração pública", diz o sindicato dos médicos.

20/05/2020 19h09
Por: Will R. Filho
Reprodução: Google
Reprodução: Google

Uma nota emitida pelo Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte condenou o isolamento social radical no estado, o chamado "lockdown", e defendeu o uso precoce da cloroquina no tratamento do novo coronavírus. Se trata de mais uma notícia favorável à visão do governo Jair Bolsonaro sobre o combate à pandemia.

Na terça-feira (19) o Opinião Crítica noticiou que a diretora-geral de Saúde de Portugal anunciou que o uso da cloroquina no país não apresentou efeitos colaterais danosos em seus pacientes, também reforçando a intenção do governo brasileiro sobre a utilização do fármaco. Confira abaixo a nota do sindicato: 

"Comunicamos que o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed/RN) solicitou para ser ouvido, e colocar seu posicionamento, na ação judicial impetrada pelo Sindsaúde, que solicitou decretação de lockdown no Estado.

A posição do Sinmed/RN é CONTRÁRIA AO LOCKDOWN e a FAVOR DO TRATAMENTO PRECOCE com a hidroxicloroquina, como forma de evitar agravamento, e busca de leitos de UTI. Medidas de isolamento devem contemplar grupos de risco como idosos e portadores de doenças crônicas graves.

Medidas como lockdown só servem para encobrir a incapacidade gerencial da administração pública em abrir leitos ou UTIs que vinham sendo ostensivamente fechados e contribuiram para o estado atual que sugere o sistema como lotado.

Se o Estado tem 7.200 leitos hospitalares, como está colapsado com apenas 280 pacientes internados por COVID-19? Tem 731 leitos de UTI, como está colapsado com pouco mais de 50 ocupados por COVID-19? Sem ações consistentes para apresentar à sociedade, a administração pública usa o pânico como forma de pressionar pelo lockdown, enquanto tenta disfarçar – mesmo tendo recebido milhões em recursos federais – sua incapacidade para testar os suspeitos, tratar precocemente os contaminados e aumentar os leitos para os que necessitam internação.

Dr. Geraldo Ferreira
Presidente do Sinmed RN"