Saúde

Portugal não registra efeitos colaterais da cloroquina, diz diretora-geral de Saúde

"Até à data em Portugal não foram reportadas reações adversas", disse a diretora-geral de Saúde ao falar da cloroquina.

19/05/2020 10h59
Por: Will R. Filho
Reprodução: Google
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Justamente em um momento delicado para o Brasil no âmbito da saúde, uma notícia vinda de Portugal certamente deverá trazer maior consenso sobre o principal ponto de tensão nesse contexto: usar ou não a cloroquina no tratamento contra o coronavírus?

Se depender da diretora-geral de Saúde de Portugal, a resposta a essa pergunta é sim, pois segundo ela o seu país não registrou até o momento nenhum "efeito adverso" (colateral) pelo uso da cloroquina no tratamento dos pacientes.

 “É um medicamento que deve ser usado de acordo com as suas indicações, pensando-se sempre o que se pesa quando se faz uma prescrição clínica, que são os riscos e os benefícios", afirmou Graça Freitas em uma coletiva de imprensa.

"A decisão de utilizar é uma decisão médica e sabemos, através do Infarmed, que até à data em Portugal não foram reportadas reações adversas no âmbito do sistema de fármaco vigilância”, destacou.

Graça também acrescentou que organizações de Portugal e outros países estão monitorando a “evolução da utilização deste medicamento [cloroquina] em todo o mundo e vão ajustando as suas recomendações de acordo com essa evolução”.

Implicações para o Brasil

O presidente Jair Bolsonaro anunciou esta semana a criação de um novo protocolo de saúde para à ampliação do tratamento da Covid-19 com a cloroquina. Essa notícia vinda de Portugal, portanto, deve reforçar essa decisão, favorecendo o governo. 

Isso porque se trata de mais uma evidência no âmbito da saúde, dessa vez com base na experiência prática de outro país, sobre os efeitos positivos da cloroquina contra o novo coronavírus.

O presidente da Ordem dos Médicos de Portugal também falou positivamente sobre o uso da cloroquina:

“Aparentemente, a hidroxocloroquina tem efeitos positivos nos doentes infetados. Por um lado, na recuperação, por outro, a impedir o agravamento de casos mais complicados de internamento, que possam necessitar de ventilação assistida, isto é, de ir para cuidados intensivos”, afirmou Miguel Guimarães, segundo informações do Sapo.