Desemprego

Quarentena: 600 mil empresas fechadas e mais de 9 milhões de trabalhadores demitidos

“Se reabrir em maio, sabemos que o comércio não vai ser como antes”, disse uma empresária.

14/05/2020 12h22
Por: Will R. Filho
Reprodução: Google
Reprodução: Google

Enquanto políticos e a mídia travam uma guerra de narrativas sobre qual é a melhor maneira de combater a pandemia do novo coronavírus, os efeitos negativos da quarentena se multiplicam de forma assustadora e já afetam mais de 9 milhões de trabalhadores.

Pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas e 9 milhões de funcionários foram demitidos em razão dos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus, diz um levantamento realizado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas).

Apesar do governo federal ter atuado no sentido de oferecer recursos para auxiliar os empreendedores, os impactos econômicos da inatividade comercial, somado à burocracia estatal para conseguir determinados benefícios, como linhas de crédito junto aos bancos, terminaram se tornando maiores do o próprio socorro.

Outra dificuldade aparente é quantidade de informações desencontradas sobre as medidas de auxílio governamental. Por causa da urgência em socorrer toda a população, mídias e governo publicaram diversos dados e procedimentos, os quais terminaram confundindo muitos empresários, dificultando o acesso aos benefícios.

"O Senado aprovou, nesta terça-feira (7), um projeto de lei para criar uma linha de crédito especificamente para micro e pequenas empresas durante crise do coronavírus. Entretanto, de acordo com o levantamento do Sebrae, somente 14,2% dos empresários conhecem bem a medida", informa a CNN Brasil.

Uma empresária de Brasília fez um desabafo, dizendo que mesmo com a retomada gradual do comércio, prevista para maio na região, a expectativa de recuperação não é das melhores.

“Se reabrir em maio, sabemos que o comércio não vai ser como antes”, disse ela. Ainda de acordo com a pesquisa do Sebrae, 10,1 milhões de empresas pararam de funcionar durante a pandemia, sendo 2,1 milhões por decisão da empresa, enquanto a paralisação de 8 milhões de companhias foi determinada pelo governo.