Economia

Economista da UFPE explica o aumento do dólar: "Não há o que temer!"

"A estratégia de permitir que o dólar se deprecie até R$4,50 demonstrou credibilidade ao mercado financeiro", afirma o docente.

06/03/2020 08h04
Por: Will R. Filho
Reprodução: Google
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Professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o doutor Emanoel Barros publicou um texto na página do movimento Docentes Pela Liberdade (DPL) explicando o aumento vertiginoso do dólar nos últimos dias. Segundo o economista, "não há o que temer", visto que a política econômica do governo já havia previsto e se preparado para esse momento.

"A estratégia de permitir que o dólar se deprecie até R$4,50 demonstrou credibilidade ao mercado financeiro. Qualquer crise que venha ser gerado pelo Legislativo não afetará o mercado financeiro como antes, pois ao aumentar o dólar, o Governo introduziu essa informação no mercado, mudando a trajetória no qual ele deve caminhar", afirma Dr. Barros.

O professor explicou o mecanismo de intervenção do Banco Central para controlar a valorização do dólar, destacando que o aumento da moeda americana "está ligado aos efeitos do COVID-19, mas se diluirá quando estivermos com informações mais precisas dos efeitos econômicos práticos do vírus no mundo.".

"Os conflitos internos foram assimilados pelo mercado quando o governo programou a depreciação do câmbio. Assim, não há o que temer!", argumenta o docente. 

Ações europeias no vermelho

A correlação do aumento do dólar com os efeitos do novo coronavírus é precisa. O mercado externo confirma a análise do Dr. Emanoel Barros, conforme noticiado pelo Opinião Crítica na quinta-feira (06), mostrando a queda de ações europeias como consequência do temor mundial acerca do vírus.

"O principal índice de referência europeu sobre ações encerrou em queda de 1,4% após o número de mortos do surto ter aumentado para mais de 3.300", informou à agência Reuters.

"Os estoques de viagens e lazer da SXTP caíram 2,9%, com o setor entre os mais atingidos pelo vírus. As ações das companhias aéreas caíram depois que a companhia aérea regional britânica Flybe entrou em colapso, tornando a transportadora em dificuldades a primeira grande vítima do surto do setor", completou.

Para ler o texto completo publicado pelo professor Emanoel Barros clique aqui.

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