Teologia

No Brasil, entidade muçulmana pede a prisão de pastor por "islamofobia"

Como resultado, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) intimaram o Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP)

25/02/2020 08h52Atualizado há 1 mês
Por: Will R. Filho
Reprodução: Google
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Começou a ganhar repercussão entre autoridades públicas, líderes religiosos e de organizações não governamentais, uma ação movida pela Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL) que tramita na Delegacia Federal de São José do Rio Preto /SP, contra o pastor João Flávio Martinez, diretor executivo do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP).

O processo acusa o CACP, na pessoa do pastor João Flávio Martinez, de discriminação e preconceito contra o islamismo, supostamente, por causa de artigos publicados em sua plataforma refutando partes da doutrina muçulmana.

Como resultado, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) intimaram o Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP) por “conteúdo falso e discriminatório sobre a comunidade muçulmana e o islamismo.”

A fundadora e presidente da ONG "Ecoando a Voz dos Mártires", a advogada Déa Fernandes, repercutiu o caso em um artigo onde criticou a "perseguição aos cristãos" no Brasil, "da passarela do samba à censura islâmica judicializada".

"Os textos publicados pelo pastor demonstram incontestavelmente DENÚNCIA acerca da natureza violenta de determinadas suras do alcorão, as quais são identificadas", argumentou Déa, explicando que às publicações do CACP não se configuram discriminação ou preconceito, mas tão somente posicionamentos teológicos que naturalmente divergem da doutrina islâmica.

"Além de caraterizar posicionamento teológico cristão, que indubitavelmente substancia diferenças abissais com o Islã e tem amparo constitucional para exposição sem CENSURA, os textos expõem teor eminentemente DENUNCIATIVO, o que, por si só, foge do enquadramento penal", completou a advogada.

"Tentar impedir a DENÚNCIA do teor de violência impresso em determinados textos sagrados islâmicos contestados até mesmo por “muçulmanos moderados” – considerados “murtad” (apóstatas) – pelos seguidores do Islã ortodoxo, é, nada mais que violação da liberdade de expressão, importando em grave violação dos direitos humanos", ressaltou Déa.

Deputada repercute

Quem terminou repercutindo o caso foi a deputada Bia Kicis, que usou suas redes sociais para compartilhar o artigo escrito por Déa Fernandes, acompanhado de uma imagem do último desfile da escola de samba Mangueira, considerado também uma forma de perseguição aos cristãos.

O pastor João Martínez publicou um novo vídeo dando mais informações sobre o caso. Assista abaixo:

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