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Dono da Yacowns confirma disparos de mensagens para a campanha de Haddad

Além de Haddad, Alves também confirmou a prestação do serviço para a campanha de Bolsonaro, mas com uma grande diferença de valores.

19/02/2020 18h42
Por: Opinião Crítica
Fonte: G1
Lindolfo Antônio Alves Neto falou na CPI das
Lindolfo Antônio Alves Neto falou na CPI das "Fake News". Reprodução: Google

O sócio-proprietário da Yacows, empresa de marketing digital citada no caso de disparos de mensagens em massa na campanha eleitoral de 2018, Lindolfo Antônio Alves Neto, confirmou nesta quarta-feira (19) que prestou serviços para as campanhas de Fernando Haddad (PT), Henrique Meirelles (MDB), através do disparo de mensagens pelo WhatsApp.

A declaração foi feita durante depoimento à CPI mista das Fake News, que investiga a disseminação de informações falsas na internet. Procurada pelo G1, a assessoria de Meirelles informou que não vai comentar o assunto.

A assessoria de Fernando Haddad, por outro lado, afirmou que foi contratado um plano de comunicação que incluía disparos de mensagens via WhatsApp quando ele assumiu a candidatura do PT a presidente da República nas eleições de 2018. Informou ainda que o serviço foi contratado por uma empresa terceirizada, que já utilizava a plataforma da Yacows, e custou R$ 80 mil.

"Fernando Haddad é um caso específico, porque uma agência, que eu acredito que faça campanha para ele, já utilizava a plataforma e utilizou a nossa ferramenta. Logo, diretamente não foi feito [disparo em massa para a campanha], mas indiretamente sim", afirmou Alves.

Disparos para Bolsonaro

Alves Neto afirmou ainda que também fez disparos para a campanha do então candidato Jair Bolsonaro, mas que no seu caso o pacote contratado teria sido de apenas R$ 1.680. Esse valor permitiria 20 mil disparos de mensagens, mas elas foram enviadas para apenas 900 destinatários.

Também em contato com à assessoria de Bolsonaro, o G1 não obteve respostas até o fechamento desta matéria. Entretanto, apesar de confirmada a prestação do serviço, chama atenção a diferença nos valores contratados das campanhas dos presidenciáveis. (Com: G1)

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