Alerta

CARTA ABERTA ao Ministro da Educação sobre livro do MEC com "ideologia de gênero"

Estamos sendo boicotados, ou enganados, e precisamos falar sobre isso para o bem de todos.

Família e Atualidades

Família e AtualidadesMarisa Lobo é psicóloga clínica, autora de vários livros, especialista em saúde mental e conferencista. Há anos realiza palestras dentro e fora do Brasil sobre prevenção e o enfrentamento das drogas, depressão e suicídio, sendo conhecida também pela luta contra o ativismo ideológico de gênero, aborto e desconstrução familiar.

14/02/2020 17h56Atualizado há 2 meses
Por: Marisa Lobo
Imagem: montagem/Opinião Crítica
Imagem: montagem/Opinião Crítica

Sr. Ministro da Educação Abraham Weintraub, estamos sendo boicotados, ou enganados, e precisamos falar sobre isso para o bem de todos, especialmente daqueles que apoiaram e ainda apoiam o atual governo no combate à doutrinação ideológica nas escolas do nosso país.

Recebi várias denúncias ao longo do ano de 2019 acerca dos livros didáticos, mas como cidadã e apoiadora deste governo deixei passar o tempo necessário para cobrar mudanças. Muito se tem feito pela educação e o Brasil agradece. Entretanto, temos uma grande preocupação que foi e é a nossa bandeira desde sempre, que é a doutrinação ideológica de gênero, a qual impregnou a nossa educação e infelizmente continua presente na atual gestão, mas de forma sorrateira.

Entendo que se nos calarmos, estamos impedindo que às mudanças aconteçam, pois um governo tem força quando o povo ajuda e denuncia os erros para que aperfeiçoamentos ocorram. Neste sentido, para ser coerente com minhas lutas, estudo e falo abertamente contra tal doutrinação, o que tem me rendido perseguições desde 2010. Assim, faço algumas observações a seguir:

Infiltração de gênero no MEC?

No MEC atual há mais ideologia de gênero do que nos anos anteriores? Uma das denúncias que recebi foi da mãe de uma estudante de 12 anos. Ela enviou para mim fotos (imagens abaixo) de um livro que foi distribuído para todas as escolas estaduais do Paraná, estado onde resido e atuo politicamente. 

Vejam a fonte usada para os livros de "CIÊNCIA". Elas são LGBTTS? É o que parece, pois em uma das imagens onde uma falaciosa divisão de conceitos sexuais é apresentada, consta a fonte original como sendo o "Observatório G", um portal que se descreve na internet como "O site da comunidade LGBT+".

Livro distribuído pelo MEC aborta questões atribuídas à ideologia de gênero.
Livro distribuído pelo MEC aborta questões atribuídas à ideologia de gênero. Imagem: Marisa Lobo

 

O problema não é a fonte ser um canal LGBT+, simplesmente, mas sim o conteúdo trazido pela fonte, está claro? Neste caso, se trata de um conteúdo que faz apologia à ideologia de gênero, uma perspectiva supostamente teórica que distorce a realidade sobre a natureza da sexualidade humana, algo que eu, em meus livros e palestras, já refutei diversas vezes, amparada cientificamente.

Descrição feita pelo
Descrição feita pelo "Observatório G" na internet, fonte do material distribuído pelo MEC.

 

Diante disso, a pergunta que faço é: quem revisa esses livros? Quem revisou? Ninguém? De que adianta dizermos que somos contra a ideologia de gênero e não  fazer nada contra ela. Me parece que o Sr. presidente Jair Bolsonaro está sozinho nesta luta, ou tem bons companheiros que estão sendo ludibriados pela notável experiência da esquerda em se infiltrar e manipular.

Só queremos ajudar, por isso temos que denunciar. Como uma voz que há anos combate a doutrinação ideológica LGBT+ em nossa cultura, não posso silenciar diante da denúncia e preocupação de muitos pais. Todavia, a impressão é a de que certos deputados não querem se incomodar.

O ministro Abraham Weintraub está cercado de traidores? É sabotagem? O fato é que o selo do MEC está neste e em todos os livros DIDÁTICOS, e serão usados até 2023. Como a sua equipe não se atentou para o conteúdo deste material? Onde foi parar a preocupação com nossas crianças nas escolas, uma das principais bandeiras de campanha em 2018?

Quero lembrar aos colegas, também ao ministério da Família e Direitos Humanos, responsável na esfera pública pela proteção das crianças e adolescentes, que abuso infantil também é psicológico e doutrinação de gênero é, sim, uma forma de abuso, já que ela viola o entendimento correto sobre o desenvolvimento psicossexual das crianças, podendo causar sérios prejuízos emocionais.

Ideologia como "ciência"

Há 17 anos esclareço pais, escola, sociedade, jovens e crianças sobre essa "falácia" da diversidade de gênero,  dessa tentativa obscura e subversiva de usar a escola como ferramenta para fazer de crianças cobaias de um movimento perverso de desconstrução das identidades individuais. Quando o presidente Jair Bolsonaro alertava sobre o "Kit Gay", anos atrás, fui uma das que me levantei para propagar a sua causa, e o que mudou?

O assustador senhores é que os livros tratam da ideologia de gênero como "ciência", quando não é. Faço esse alerta pela reação do presidente e do ministro Weintraub sobre esse tema. Não sou alguém que pegou o bonde andando, tenho autoridade e conhecimento para questionar. Ainda dá tempo, nos ajudem! Podemos colaborar voluntariamente, inclusive apoiando o Escola Sem Partido para expurgar de uma vez por todas essa doutrinação perversa.

Para isso precisamos que nos ouçam, é um apelo, ou essa mentira dita mil vezes, até então com o aval do MEC, se tornará uma verdade inquestionável que aprisionará toda a sociedade Brasileira em um invólucro ideológico fajuto. Poupe pelo menos o ensino básico. Sei que é difícil, mas é possível e sabemos como ajudar..

"Cabe aos pais a educação moral e religiosa dos seus filhos". Gritamos isso por anos, e agora? Tem coisa que não pode esperar, o governo está indo bem, mas na pauta moral que cerca o ensino público está deixando a desejar. Precisamos ser mais enfáticos e irremediáveis, sem brechas, filtrando toda a sujeira que foi infiltrada por décadas em nossas escolas e em nossa cultura.

Um apelo aos pais

Pais, mães, família, vamos ajudar esse governo para o bem de todos. Monitorem e se preciso reclamem dos livros didáticos. Não deveríamos nos preocupar com isso, mas infelizmente essa não é a realidade e vocês devem fiscalizar, ir à escola, monitorar o material didático e também lutar para impedir essa doutrinação. 

Finalmente, a escola onde o livro citado foi encontrado é de Ponta Grossa, no Paraná, mas esses livros estão em todo Brasil e foi aprovado e distribuído pelo MEC. Fica o meu alerta e apelo.

Marisa Lobo Franco
Psicóloga, escritora e palestrante, especialista em Saúde Mental e Direitos Humanos.

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