Opinião

"Um charlatão", diz filósofo ao criticar fala de Drauzio Varella sobre religião

"Segundo Drauzio Varella 'religiosos não podem definir estratégias [de combate a AIDS]", afirmou Razzo.

12/02/2020 12h15
Por: Will R. Filho
Francisco Razzo criticou a competência de Varella ao se posicionar sobre assuntos teológicos. Reprodução: Google
Francisco Razzo criticou a competência de Varella ao se posicionar sobre assuntos teológicos. Reprodução: Google

O filósofo, professor e escritor Francisco Razzo se manifestou contra uma declaração do médico e também escritor Drauzio Varella, dita no início desta semana. Na ocasião, o profissional de saúde afirmou que religião não deve interferir em programas de saúde.

“Acho que toda vez que a religião interfere em programas de saúde, atrapalha. Acho que tem direito de se manifestar, mas não definir estratégia, isso é coisa para técnicos fazerem”, afirmou Varella, segundo a Istoé.

Drauzio Varella também criticou o posicionamento da Igreja Católica sobre o uso de preservativos na relação sexual, afirmando que a instituição cometeu "um crime" ao endossar a fala do Papa décadas atrás.  

“Na época da epidemia de AIDS [nos anos 80], o papa da época se manifestou claramente contra o uso de preservativo. Um crime que a igreja católica cometeu. Uma doença sexualmente transmissível, uma epidemia mundial, que se transmite por sexo e que a camisinha protege, você ir contra o uso é um crime, não tem outro nome”, afirmou o médico.

"Um charlatão"

Francisco Razzo, por sua vez, utilizou sua rede social para criticar a fala de Varella, sugerindo que o mesmo não possui competência acadêmica para se posicionar quanto aos assuntos referentes à teologia cristã.

"Segundo Drauzio Varella 'religiosos não podem definir estratégias [de combate a AIDS], e o Papa [na época Bento XVI] cometeu um crime ao se posicionar contra o uso da camisinha'. Como médico, Drauzio deve ser excelente, mas pra dar pitaco em matéria de religião, um charlatão", escreveu Razzo.

O filósofo completou sua crítica com uma matéria para a Gazeta do Povo, onde defende o direito natural dos religiosos de contribuir com suas visões sobre medidas de políticas públicas, especialmente quando tais assuntos envolvem aspectos da prática religiosa. 

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