Intolerância

Porta dos Fundos: a imbecilização coletiva e a promoção do anticristianismo

Vivemos na era da glamourização do "idiota útil", uma vez que é de idiotices que a sociedade se ocupa e se interessa

10/01/2020 08h21Atualizado há 2 semanas
Por: Will R. Filho
Vivemos na era da glamourização do
Vivemos na era da glamourização do

O canal "Porta dos Fundos" é a representação atual da imbecilização coletiva. "Atual", sim, porque o modus operandi da imbecilidade alheia atualmente é travestido, entre outras coisas, de "humor" e da "opinião" de gente cada vez mais irrelevante do ponto de vista do conhecimento e reflexão.

Vivemos na era da glamourização do "idiota útil", uma vez que é de idiotices que a sociedade se ocupa e se interessa mais. Assim, conteúdos como os da Porta dos Fundos, ainda que atentem criminalmente contra o sentimento religioso alheio, são vistos como "arte" e "liberdade de expressão".

Para uma geração que em vez de ler e citar livros tem como referência "youtubers" e transforma em deuses da fama figuras como Anitta e Pabllo Vittar, louvar e sorrir com a mediocridade exposta no conteúdo da Porta dos Fundos é nada mais do que um reflexo visceral, tal como qualquer reação primitiva que se espera de quem não esboça o menor sinal de racionalidade diante daquilo que lhe é exposto.

Por trás dessa aberração de valores artificiais que toma conta da sociedade, existe, de fato, uma guerra contra tudo o que representa o pensamento genuinamente cristão, o mesmo que não por acaso moldou a cultura ocidental e influenciou o resto do planeta. O que antes, em um passado recente, se respeitava como diferença moral e religiosa, hoje é algo a ser combatido e eliminado por completo.

"No passado, mesmo se alguém não era cristão, a expressão do sagrado era respeitada. Estamos enfrentando uma séria ameaça à expressão de liberdade religiosa. O secularismo não precisa ser a rejeição do religioso, mas um princípio de neutralidade que dá a todos a liberdade de expressar a sua fé", afirmou Dominique Rey, Bispo de Fréjus-Toulon, em entrevista concedida à revista italiana Il Timone em 5 de agosto de 2019.

Se engana o "cristão" que ignora os atos de zombaria praticados pela Porta dos Fundos e seus pares contra às principais figuras da sua fé. Eles, enquanto capacidade de pensamento e entendimento, podem ser desprezíveis, mas o que eles carregam em seus conteúdos é o reflexo de uma agenda global anticristã que os antecede, mas que depende de "cavalos" (como eles) para se manifestar.

Diante disso, o papel da Igreja não é tolher a liberdade de expressão, ou mesmo o pensamento anticristão, mas sim lutar com todos os seus recursos contra a intenção iminente de quem deseja calar a voz da própria igreja no tocante ao seu direito de preservar o sagrado, o sentimento religioso e a sua existência.

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