Soleimani

Espantoso: 40 pessoas morrem pisoteadas em funeral de general morto pelos EUA

Além dos mortos, outras 213 pessoas ficaram feridas durante o funeral de Qassem Soleimani

07/01/2020 12h00
Por: Opinião Crítica
Fonte: Com informações da Agência Brasil
Funeral deixou vários mortos e centenas de feridos. Reprodução: Google
Funeral deixou vários mortos e centenas de feridos. Reprodução: Google

Pelo menos 40 pessoas morreram pisoteadas e 213 estão feridas após uma debandada nas ruas de Kerman, onde ocorrem nesta terça-feira (7) as cerimônias fúnebres de Qassem Soleimani, general iraniano morto pelos Estados Unidos na semana passada.

Dezenas de milhares de pessoas estão nas ruas da cidade natal daquele que é considerado um herói por muitos no Irã, mas também um terrorista por outros.

Às cerimônias de hoje, durante as quais o povo iraniano continua a exigir vingança contra os Estados Unidos, marcam o final de três dias do luto nacional.

“Infelizmente, como resultado da desordem, alguns dos nossos compatriotas ficaram feridos e outros morreram durante as cerimônias fúnebres”, disse o chefe dos serviços de emergência do país à televisão estatal iraniana Press TV.

Momentos antes, o líder da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, ameaçou incendiar lugares próximos dos Estados Unidos, provocando gritos de “Morte a Israel!” entre a multidão que se encontrava na praça central de Kerman para assistir ao funeral.

Hossein Salami elogiou os feitos do general Soleimani e disse que, como mártir, este representava uma ameaça ainda maior aos inimigos do Irã. “Vamos nos vingar. Vamos incendiar os locais que [os Estados Unidos] apreciam”, afirmou o líder militar.

O general Soleimani é uma figura controversa. Ele foi apontado pelos Estados Unidos como o responsável por articular ataques à Embaixada americana no Iraque, além de planejar atentados à diplomatas e militares.

Os EUA também acusaram Soleimani de ser o responsável por uma onda de repressão a protestos contra a República Islâmica do Irã, em seu próprio país, que resultou na morte de pelo menos mil pessoas nos últimos meses.