Segurança

Posse de armas no Brasil bate recorde em 2019, mas número de assassinatos cai 22%

Aumento da posse de armas e a queda do número de assassinatos favorece a tese do governo Bolsonaro

28/12/2019 08h54
Por: Will R. Filho
Principal argumento dos desarmamentistas foi contrariado. Reprodução: Google
Principal argumento dos desarmamentistas foi contrariado. Reprodução: Google

Sob o governo de Jair Bolsonaro, o Brasil bateu recorde de novas armas de fogo registradas em um só ano: foram 44.181 entre janeiro e novembro de 2019, alta de 24% em relação a todo o ano passado. Ocorre que neste mesmo período o número de crimes violentos caiu 22,6%.

Este é o maior número de autorizações para posse — isto é, para ter uma arma em casa — concedidas pela Polícia Federal desde 2010, segundo estatísticas inéditas obtidas pelo GLOBO com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

O levantamento diz respeito apenas a registros para pessoas físicas, excluindo, por exemplo, aquisições de órgãos públicos e empresas de segurança e também dos CACs (colecionadores, atiradores e caçadores), cujo registro é feito pelo Exército.

A queda do número de assassinatos associada ao aumento do registro de armas contraria a principal narrativa dos desarmamentistas, a de que quanto maior o número de armas, maior seria a violência. Neste caso, o resultado no ano de 2019 mostra o contrário.

Ainda é cedo para avaliar os efeitos da facilitação da posse de armas a longo prazo. Todavia, 2019 já apresenta indicativos favoráveis ao governo e os que defendem que armas nas mãos da população de bem significa mais segurança, e não o contrário.

A queda de 22,6% do número de mortes violentas foi divulgada pelo Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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