Indulto de Natal

Moro defende indulto de Bolsonaro e compara com o "salva-ladrões" dos anteriores

"Há uma linha clara e cristalina entre o indulto ora concedido e os dos Governos anteriores", disse o ministro

24/12/2019 13h28
Por: Will R. Filho
Moro defende que o indulto decretado por Bolsonaro é diferente dos anos anteriores. Reprodução: Google
Moro defende que o indulto decretado por Bolsonaro é diferente dos anos anteriores. Reprodução: Google

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, usou sua rede social para comentar o decreto do presidente Bolsonaro que conferiu indulto de Natal a presos com doenças terminais e indulto específico a policiais condenados por crimes não intencionais.

Bolsonaro foi criticado por alguns aliados, ou ex-aliados, porque teria entrado em contradição, já que durante às eleições de 2018 o mesmo declarou que se fosse eleito colocaria fim ao indulto natalino. O ministro Sérgio Moro, no entanto, explicou que a decisão desse ano difere dos governos anteriores.

"Em substituição aos generosos indultos salva-ladrões ou salva-corruptos dos anos anteriores, o Governo do PR @jairbolsonaro concedeu indulto humanitário a presos com doenças terminais e indulto específico a policiais condenados por crimes NÃO INTENCIONAIS", publicou Moro.

"O indulto aos policiais só abrange crimes relacionados ao trabalho policial e não abrange crimes dolosos ou seja praticados com a intenção de cometer o crime. Também foram excluídos dos benefícios, de um ou outro indulto, os crimes mais graves, como hediondos ou corrupção", completou.

Moro então finalizou argumentando que "há uma linha clara e cristalina entre o indulto ora concedido e os dos Governos anteriores", como destacou anteriormente, pelo fato do atual ser voltado apenas para os militares que sofreram punições não graves durante o exercício do dever.

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