Alerta – Medicamentos e redes sociais estão associados ao suicídio entre adolescentes

O suicídio entre adolescentes e pessoas um pouco mais velhas atingiu o mais alto nível em quase duas décadas. Um relatório publicado no Jornal da Associação Médica Americana diz que agora esta é a segunda principal causa de morte entre os integrantes da “Geração Z”, ou seja, os nascidos entre 1990 e 2010.

O suicídio fica atrás apenas dos acidentes automobilísticos. De cada 100.000 jovens entre 15 e 24 anos, 14 cometem suicídio, um aumento acentuado em relação aos anos anteriores. 

Especialistas citam várias causas subjacentes sobre essa tendência. Os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças apontam para o uso de drogas, incluindo drogas de rua, como a heroína, mas também medicamentos prescritos por um médico.

Mais de 200 medicamentos prescritos listam sintomas depressivos ou pensamentos suicidas como possíveis efeitos colaterais. O risco desses efeitos colaterais aumenta se uma pessoa tomar várias prescrições, potencializando esses possíveis efeitos colaterais. 

O psiquiatra Peter Breggin, autor de Medication Madness, disse à CBN News que muitas pessoas que estão tomando esses medicamentos não leem as advertências, e muitos médicos não mencionam os possíveis efeitos colaterais dos remédios que prescrevem.

“Qualquer droga que esteja afetando sua mente, seu humor, seus sentimentos, tem o potencial de causar um desastre. A maioria dos atiradores escolares tem usado drogas psiquiátricas, e um grande número deles estava usando drogas psiquiátricas na época ou pouco antes de cometerem violência. E a violência e o suicídio andam juntos. Você vai desabafar ou vai transformar sua raiva?” disse ele.

As mídias sociais também são criticadas porque os estudos mostram que aumenta o risco de depressão, ansiedade e bullying.  

O psiquiatra Daniel Amen disse à CBN News que aconselha os pais a deixarem seus filhos usarem a mídia social até os 14 anos. Ele adverte os pais de crianças pequenas contra o desenvolvimento de uma falsa sensação de segurança, apenas porque o controle dos pais foi colocado em prática.

Em outras palavras, a sensação que muitos pais possuem de que os filhos estariam “seguros” por estarem parados na frente de um computador ou celular, pode ser um grande erro.

“Então, mesmo que seja seguro, o que estão fazendo é prepará-los para gastar cada vez mais tempo enquanto os filhos crescem. E toda a pesquisa que eu conheço diz que é uma coisa ruim”, disse ele.

O Dr. Tim Clinton, presidente da Associação Americana de Conselheiros Cristãos, disse à CBN News que pessoas de fé precisam enfrentar a realidade da depressão suicida em seu meio.

“A igreja, a comunidade de crentes lá fora precisa levar mais a sério as questões de saúde mental e os temas da vida cotidiana”, disse ele. “Precisamos colocá-lo na frente e no centro, a vanguarda da igreja”.