O uso da hidroxicloroquina, ou simplesmente cloroquina, para o tratamento do novo coronavírus, sem dúvida alguma se tornou um dos maiores debates recentes na sociedade atual, e isso no mundo inteiro.

E não por acaso, pois o que deveria ser um assunto tratado estritamente no campo científico da medicina, parece ter invadido o meio político de tal modo que se transformou em ferramenta política, quer seja de um lado ou de outro do debate.

Diante disso, pessoas como o procurador da República, Ailton Benedito, têm se manifestado criticamente contra o aparente cenário de resistência sobre a possibilidade da cloroquina ser, de fato, eficaz no tratamento do coronavírus.

“Cloroquina e hidroxicloroquina são fornecidos pelo SUS, há décadas, para tratamento ‘off label’ de diversas doenças. Mas, agora, os LOBISTAS DA MORTE agem para proibir que médicos prescrevam e pacientes de #Covid19 sejam tratados”, escreveu Benedito em suas redes sociais.

Se há, realmente, “lobistas da morte” como diz o procurador, não sabemos. Mas é inegável que a possibilidade do uso do medicamento foi politizada, e não por profissionais da saúde, os quais têm compromisso com a vida, mas por políticos que parecem desejar fazer do número de mortos uma arma de acusação contra o atual governo.

Triste para o Brasil, para a ciência e, principalmente, trágico para os parentes das milhares de pessoas mortas em decorrência do vírus que, talvez, em outras circunstâncias, se tivessem sido tratadas precocemente pelo medicamento pudessem estar vivas.