Os rumores de que o atual ministro da Saúde, Henrique Mandetta, seria demitido do cargo na última segunda-feira (06), fez com que possíveis substitutos para a pasta fossem cotados, e entre eles está a médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi.

Para a médica, a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina possui eficácia contra o coronavírus, desde que administrada logo na detecção dos primeiros sintomas da doença. A sua defesa do medicamento é vista com ânimo pelo Planalto, uma vez que o presidente Bolsonaro tem argumentado a favor do tratamento baseado em dados de outros países.

“Essa já é uma medicação antiga”, afirmou Nise durante uma entrevista para a CNN Brasil. “No nosso caso, estamos falando de um uso por cinco dias, de uma dose bastante aceitável e juntamente com a azitromicina”, argumentou.

“A hidroxicloroquina diminui a quantidade de vírus produzido e a azitromicina diminui a forma como o vírus se liga nas células, e com isso ele não consegue usá-la para se replicar. Então, essa associação foi muito feliz – e ainda associada a zinco – faz com que a gente possa ter uma ação muito melhor”, completou a médica.

Após o quinto dia de infecção com o coronavírus, Nise explicou que inicia-se um processo de inflamação no pulmão que é difícil reverter em alguns casos, motivo pelo qual algumas pessoas não resistem e morrem. O uso precoce da cloroquina, portanto, evita que o vírus avance para esse estágio.

A médica defende a cloroquina, mas também a necessidade de prudência. Para ela, todas as pessoas no país deveriam utilizar máscaras de proteção e manter uma distância de pelo menos dois metros umas das outras.

“Minha função é juntar o máximo de evidências científicas que permitam a gente visualizar que, para chegarmos a uma superação da crise, a gente já tenha todas as estruturas necessárias”, explica. Minha preocupação com a saúde pública é suprapartidária”, conclui.