O governador Carlos Moisés, de Santa Catarina, está sendo cobrado por mais de 200 médicos para que ele baixe um decreto autorizando o uso da cloroquina no tratamento do novo coronavírus.

A carta, bem como às respectivas assinaturas, foram publicadas no domingo pelo Grupo ND de jornalismo. Essa é mais uma manifestação favorável ao uso da cloroquina como tratamento inicial da Covid-19.

“Nós, médicos do Estado de Santa Catarina aqui abaixo assinados, que apoiam tratamento precoce por estarem convencidos das atuais evidências, expomos nossas opiniões acerca do tratamento precoce ambulatorial da COVID-19”, diz um trecho da carta. Leia à integra abaixo:

“CARTA ABERTA DOS MÉDICOS DO ESTADO DE SANTA CATARINA QUE SÃO A FAVOR
DA IMPLEMENTAÇÃO IMEDIATA DO TRATAMENTO PRECOCE DA COVID 19.

Excelentíssimo Senhor Carlos Moisés da Silva – Governador do Estado de Santa
Catarina, Excelentíssimo Senhor André Motta Ribeiro – Secretário de Estado da Saúde do Estado de Santa Catarina, Prefeitos dos Municípios do Estado de Santa Catarina, Secretários de Saúde dos Municípios do Estado de Santa Catarina População Catarinense,
Nós, médicos do Estado de Santa Catarina aqui abaixo assinados, que apoiam
tratamento precoce por estarem convencidos das atuais evidências, expomos nossas
opiniões acerca do tratamento precoce ambulatorial da COVID-19.

Estamos extremamente preocupados com a rápida evolução da infecção e da
necessidade de internação hospitalar.

Neste momento, os hospitais estão trabalhando no limite de suas capacidades. Temos
que nos lembrar de que temos pacientes internados não somente por COVID-19, mas
por outras patologias que também necessitam de internação hospitalar. E estamos
convictos de que essa situação irá piorar, com lotação dos hospitais públicos e privados,
além da possibilidade da falta das medicações necessárias para manter o paciente em
ventilação mecânica, como sedativos e relaxantes musculares.

Nós somos favoráveis ao tratamento precoce, visando a reduzir o número de
necessidades de internação hospitalar.

Neste momento, vários estudos estão sendo publicados mundialmente, diariamente,
favoráveis ao tratamento precoce da COVID-19 para o uso das drogas que propomos.

Existem evidências científicas no Brasil e fora do Brasil do possível benefício do
tratamento precoce com várias medicações e medidas preventivas, como série de casos
e estudos retrospectivos. Não existem, ainda, as evidências consideradas
hierarquicamente como superiores, com estudos randomizados, duplo-cegos, mas esse
momento exige que façamos o tratamento conforme o que temos de evidências
disponíveis até então.

O CFM editou o parecer CFM 04/2020, em que reconhece que “Diante da
excepcionalidade da situação e durante o período declarado da pandemia, não
cometerá infração ética o médico que utilizar a cloroquina ou hidroxicloroquina, nos
termos expostos, em pacientes portadores da COVID 19“.

O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina publicou uma nota em 29/06 de
2020, em que defende:

“… no intuito de oferecer alguma terapêutica para evitar o
agravamento da COVID-19, alguns protocolos vêm sendo utilizados, levando em
consideração a fisiopatologia da doença…” “…Tais protocolos de tratamento,
desenvolvidos de forma empírica por médicos na linha de frente, vêm apresentando
relatos de evolução favorável com redução na necessidade de internação hospitalar e
óbitos.”

Pelo exposto acima, sugerimos que a Secretaria do Estado de Saúde de Santa Catarina,
ou cada município do nosso Estado, institua um comitê formado por médicos que
estejam na linha de frente e, assim, elaborem seu protocolo para tratamento precoce
da COVID-19 e, também, para tratamento preventivo dos contatos.

É importante que todos os pacientes e médicos tenham disponibilidade, acesso e
autonomia para o uso das medicações decididas no protocolo.
As medicações que estão sendo utilizadas na maioria dos protocolos e que estamos
propondo são:

– Hidroxicloroquina ou cloroquina
– Ivermectina
– Azitromicina
– Zinco
– Vitamina D
– Vitamina C

É claro que, como muitos estudos estão sendo realizados mundialmente, é de caráter
dinâmico que as evidências que se acumularem sejam levadas em conta pelos grupos
que serão responsáveis pelos protocolos do tratamento precoce da COVID-19.
Solicitamos o apoio do Governo Estadual para que essas medidas sejam tomadas,
resguardando a autonomia médica, e para que toda a população possa ter acesso
garantido às medicações propostas.”