Médica que defende o uso da cloroquina diz que vai falar “a verdade” na CPI da Covid

Diferente do que boa parte da grande mídia tem divulgado nas últimas horas, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, a médica Mayra Pinheiro, convocada para depor na CPI da Covid, disse que não entrou com habeas corpus no STF pedindo o direito ao silêncio e que fará exatamente o contrário, dizendo “a verdade” sobre o tema.

Apelidada de “Capitã Cloroquina” por defender o medicamento que faz parte das opções off label disponíveis do polêmico “tratamento precoce”, ela afirmou que enxerga o depoimento na CPI como uma oportunidade e que tudo o que mais deseja é falar.

“Eu não entrei com um processo para ficar calada, não. Eu entrei com um processo pra ter direito a levar os meus advogados. O que eu mais quero nessa CPI é falar. É exatamente o contrário”, disse ela em comunicado ao portal Metrópoles.

“Eu tenho muito interesse de poder falar, para o Brasil, a verdade e o que eu vivo no meu trabalho. Não entrei com a intenção de ficar calada, não, até porque é uma grande oportunidade”, destacou a médica.

Ainda segundo o Metrópoles, Mayra já confirmou que vai defender o uso da cloroquina na CPI, podendo ser essa a primeira vez que um profissional de saúde fará essa defesa abertamente e de modo direto, visto que nenhum dos ex-ministros (Nelson Teich e Henrique Mandetta) fizeram, nem mesmo o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Saiba mais:

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