Acaba de ser divulgada uma carta aberta dirigida ao ministro da Saúde, Henrique Mandetta, assinada por mais de 30 cientistas do Brasil, sendo a maioria professores de universidades federais. Entre eles está o professor PhD. Marcos Eberlin, reconhecido mundialmente por suas contribuições à ciência.

“O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, desaconselha o uso da (hidroxi)cloroquina ou sua associação com azitromicina (HCQ + AZT) para doentes não-graves, e justifica sua decisão pela ‘falta de consenso científico'”, inicia o documento.

“‘Ciência, ciência, ciência, seguimos a ciência!’, proclama o Senhor Ministro, soando, para muitos, como culto e prudente. Porém, ele está equivocado!”, completa o texto, escrito pelo próprio Eberlin.

“Sou um cientista, químico e bioquímico, e já atuei em várias áreas da medicina e de análises clínicas. Meu grupo desenvolveu um método inovador e rápido de diagnóstico de zika. Minha filha — Lívia Eberlin — desenvolveu uma caneta para diagnóstico seguro de câncer e, juntos, trabalhamos em um método rápido de diagnóstico para o coronavírus. São dados obtidos nesta semana, e, se tais dados forem confirmados, teremos algo muito inovador a oferecer pela ciência”, continua o texto.

Marcos Eberlin, literalmente, usa toda a sua autoridade científica para se posicionar em favor do uso da cloroquina. Observe no trecho a seguir:

“Atuo em ciência há mais de 40 anos, coordenei um grupo de pesquisas com mais de 55 doutores e pós-doutores, já orientei mais de 200 deles, e publiquei mais de 1.000 artigos científicos com quase 25 mil citações. Desculpe a falta de modéstia, mas se ciência é a questão aqui, tenho que dizer que sou um dos cientistas brasileiros mais produtivos da ciência brasileira contemporânea”, diz ele.

“Com a autoridade científica que meus feitos me outorgam, não tenho dúvidas em declarar que o Senhor Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, equivoca-se tremendamente ao clamar por consenso científico nas atuais circunstâncias”, completa.

O texto faz uma defesa do uso racional da cloroquina, apontando que as vantagens superam os riscos, deixando evidente que o ministro Mandetta está “equivocado” ao não recomendar o uso do medicamento logo no início do tratamento contra o coronavírus. 

A carta aberta ao ministro foi publicada em primeira mão pelo Brasil Sem Medo e pode ser lida na íntegra, assim como conferida às suas assinaturas, clicando aqui.