O debate sobre o uso ou não da cloroquina no tratamento dos pacientes vítimas do novo coronavírus parece ter recebido um ponto favorável para os defensores do medicamento, após uma idosa de 97 anos ficar curada ao fazer uso da substância.

Gina Dal Colleto é uma das pessoas mais velhas a se curar da doença no Brasil, o que surpreende ainda mais a sua recuperação, dado ao fato de que ela faz parte do grupo de risco do coronavírus, onde a taxa de letalidade alcança 15%.

Segundo os médicos, Gina foi internada no dia 1º de abril com sintomas como falta de ar, tosse e confusão mental. “Ela estava muito fraca, com a oxigenação em 75%, quando tem que ser, no mínimo, 93%. Trouxemos ela imediatamente para a UTI, onde ficou por cinco dias”, explica Ludhmila Hajjar, cardiologista e intensivista do Hospital Vila Nova Star.

Segundo informações do G1, além da idade avançada, Gina também tem outras fragilidades de saúde, mas isso parece não ter sido suficiente para a força de vontade da Idosa que também fez uso da cloroquina, conforme explicou a médica Hajjar.

“Ela tem dois stents e o coração também foi afetado pelo coronavírus. A paciente teve inflamação cardíaca e pulmonar”, disse ela. “A cloroquina foi usada por cinco dias, com a paciente internada e sob uma avaliação criteriosa de eventos adversos que poderiam ser causados pelo medicamento, e que, felizmente, não aconteceram com esta paciente”.