Qualquer pessoa que atua na área científica de forma correta, sabe que a discussão sobre qualquer assunto encontra divergências, e que isto faz parte da essência do pensamento científico, onde a crítica ao “consenso” é fundamental para a evolução do conhecimento humano.

O uso ou não da hidroxicloroquina, popularmente chamada de cloroquina, exemplifica um contexto que, por outro lado, há décadas vem se desenhando na “nova ciência” mundial: onde interesses de caráter político-ideológico influenciam e até determinam o que é ou não “científico” e “consenso”.

Passados mais de quatro meses da pandemia do novo coronavírus, está claro aos olhos de quem atua na área científica que o tema “cloroquina” foi politizado em larga escala, e isto com um grande peso de evidências negativas contrárias à mídia tradicional.

Por qual motivo sustentamos essa tese? Pelo simples fato de que não foram/são divulgadas informações favoráveis ao uso da cloroquina contra o covid-19, na mesma proporção/amplitude com que foram/são divulgados estudos contrários ao medicamento para essa finalidade.

A diferença é nítida! Apenas para que o leitor tenha noção, o Opinião Crítica fez um resumo – leia-se: superficial – de dados/posições favoráveis ao uso da cloroquina, listando nessa matéria algumas publicações sobre o tema.

Certamente o leitor não viu na mídia tradicional, em rede nacional, os dados exemplificados na matéria citada recebendo o devido grau de importância, mas viu a ampla repercussão de um “estudo” publicado na revista The Lancet questionando o uso da cloroquina, o qual foi utilizado pela OMS como base para recomendar a suspensão dos testes sobre o medicamento.

O que o leitor não viu foi a mesma ampla repercussão do momento em que dezenas de especialistas no mundo inteiro refutaram o estudo divulgado na Lancet, apontando os seus erros absurdos, os quais obrigaram a própria OMS a voltar atrás na sua decisão.

A impressão que temos, na prática, é que qualquer “melindre” contrário ao uso da cloroquina recebe destaque nas principais manchetes dentro e fora do país, enquanto estudos, posicionamentos [veja este aqui] e experiências positivas com o medicamento são abafados ou, no máximo, divulgados timidamente seguidos de inúmeras ressalvas.

Qual é o interesse?

O interesse parece ser político, seguido da suspeita de que há grupos e pessoas por trás de uma agenda que lucra com o clima de caos e pânico sobre a população. Um dos fundamentos dessa tese não poderia ser outro, senão o “Covidão”.

A suspeita de desvios milionários [cerca de 1,07 BILHÃO] da Saúde já abrange sete estados só no Brasil. Recursos que foram captados para construir hospitais de campanha e comprar equipamentos superfaturados, inclusive da China, entre os quais defeituosos que inundaram a Europa e também vieram para o solo nacional.

Existe até a suspeita de números de óbitos inflacionados, conforme denúncia do deputado Marco Feliciano com base numa reportagem do portal UOL.

Diante do exposto, e isso não é tudo, não resta dúvida de que a possibilidade de um medicamento de baixíssimo custo que poderia “resolver” ou, no mínimo, diminuir drasticamente os números negativos da pandemia não seria conveniente aos interesses de quem lucra financeira e politicamente com o coronavírus.

Isto significa que a cloroquina possui eficácia comprovada de forma consensual na comunidade acadêmica para o tratamento do covid-19? Não! Significa apenas que, independentemente da sua aplicabilidade, qualquer informação a seu respeito publicada na mídia tradicional não inspira confiança.

Significa que lamentavelmente milhares de pessoas podem, sim, ter sido vítimas muito mais da politização na Saúde do que do próprio coronavírus, em si. E se esta hipótese estiver correta, fica a pergunta: quem vai pagar o preço por isso? Leia também:

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