A China desaconselhou o uso de hidroxicloroquina no tratamento do coronavírus a pacientes, no entanto, recomendou o uso de um medicamento semelhante para a malária, chamado cloroquina, informou a Comissão Nacional de Saúde do país.
As recomendações fazem parte das novas diretrizes de tratamento da Covid-19 lançadas na quarta-feira (19) e atualizadas pela primeira vez desde 3 de março.

“Alguns medicamentos podem demonstrar um certo grau de eficácia para o tratamento em estudos de observação clínica, mas não existem medicamentos antivirais eficazes confirmados por ensaios clínicos duplo-cegos controlados por placebo”, disse a Comissão na versão oito das diretrizes de diagnóstico e tratamento.

“O uso de hidroxicloroquina, ou o uso combinado dela com azitromicina, não é recomendado”, destaca, mas as mesmas diretrizes afirmam que a cloroquina pode continuar sendo usada.

Outros medicamentos antivirais recomendados incluíam interferon e arbidol, mas a ribavirina deve ser usada junto com lopinavir ou ritonavir, disse o órgão. O portal brasileiro UOL também repercutiu a notícia nesta matéria da Folha de S. Paulo.

Um estudo separado liderado pelo governo dos Estados Unidos disse que a droga pode encurtar o tempo de recuperação dos pacientes.

Os esteróides glucocorticóides permanecem na lista, mas não há nenhuma referência específica a dexametasona, um glicocorticoide sintético que reduziu as mortes entre pacientes graves em um terço em um estudo randomizado e controlado em grande escala da Universidade de Oxford.

A China é o primeiro país a recomendar o uso de cloroquina para tratar pacientes com Covid-19, sendo o cientista respiratório Zhong Nanshan um forte defensor.

A equipe de Zhong publicou um artigo revisado por pares na National Science Review em maio, dizendo que em um estudo com 197 pacientes, o medicamento contra a malária parecia ter alguns benefícios no tratamento. Com informações: South China Morning Post