Mais de 2 mil médicos publicam nota apoiando o tratamento precoce contra o Covid-19

Mais de 2 mil médicos publicam nota apoiando o tratamento precoce contra o Covid-19
Reprodução: Google

Não resta dúvida de que a luta contra o novo coronavírus no Brasil foi politizada, assim como em outros países, influenciando diretamente no tratamento precoce da doença, bem como nas consequências provocadas por ela, o que significa a morte de milhares de pessoas mundo a fora.

Uma evidência clara disso está no aparente silêncio total do chamado “jornalismo profissional” a respeito de uma nota assinada por mais de 2 mil médicos em defesa do tratamento precoce contra o Covid-19, publicada no dia 08 de fevereiro de 2021.

No documento, os profissionais deixam claro que a eficácia do tratamento precoce não está no uso de um ou outro medicamento isolado, mas de uma combinação deles, o que está de acordo com o chamado “Protocolo Zelenko“.

“Destacamos que a abordagem precoce não se trata apenas do uso de uma destas drogas (cloroquina e hidroxicloroquina), mas de sua combinação com outras medicações, além de monitoramento extensivo do paciente e a recomendação de intervenções não farmacológicas, como a fisioterapia”, diz o documento.

Os especialistas que assinam a nota, de diferentes áreas da medicina, explicam que a eficiência do tratamento é observada com base nos resultados obtidos na prática clínica, além de estudos publicados até então.

“Para tal, nos pautamos: em estudos científicos atualizados, informação clara ao paciente
e consentimento livre informado para uso off-label de medicamentos com os quais temos
experiência de longa data, além de conhecimento sobre os mecanismos de ação,
farmacocinética, farmacodinâmica, interações medicamentosas e segurança”, diz o documento.

O que é o tratamento precoce?

No documento, os médicos explicam o conceito e objetivo do tratamento precoce contra o coronavírus:

“Dentre as abordagens disponíveis na literatura médica para a COVID-19, existe o
‘tratamento precoce’: iniciar com as medidas disponíveis o mais rápido possível, para minimizar a replicação viral, utilizando uma combinação de drogas, visando reduzir o número de pacientes que progridem para fases mais graves da doença, diminuindo o número de internações, reduzindo a sobrecarga do sistema hospitalar, prevenindo complicações pós-infecção e diminuindo o número de óbitos. Definitivamente, não é uma promessa de ‘cura fácil’, posto que lidamos com uma doença nova e de difícil manejo quando se agrava.”

A nota continua: “Manifestamo-nos a favor da intervenção precoce no tratamento da COVID-19, acrescentando alguns dos trabalhos da literatura que têm nos embasado, inclusive os guidelines dos governos da China e da Índia, países com índices de mortalidade pela doença muito menores que os do Brasil, que já incluem a cloroquina e hidroxicloroquina em seus protocolos desde março de 2020. Destacamos que a abordagem precoce não se trata apenas do uso de uma destas drogas, mas de sua combinação com outras medicações, além de monitoramento extensivo do paciente e a recomendação de intervenções não farmacológicas, como a fisioterapia”.

O texto assinado pelos profissionais cita ainda fontes de estudos sobre o assunto: “Há disponível nos sites https://c19study.com/, https://hcqmeta.com, https://ivmmeta.com, https://c19ivermectin.com/?s=08, https://copcov.org e https://c19legacy.com/?s=08 a compilação de diversos estudos e estatísticas envolvendo drogas utilizadas como parte do arsenal terapêutico, entre outros trabalhos disponíveis em bases de dados científicos confiáveis”.

Os médicos estão errados?

Diante de tal posicionamento, muito bem fundamentado por sinal, nos resta perguntar: será que todos os 2.053 médicos que assinam a nota estão errados? Estariam todos, portanto, dispostos a arriscar suas reputações, carreira, ao publicar algo dessa natureza, se não tivessem real convicção sobre o assunto?

Por qual motivo um documento como esse, de grande importância no atual contexto, não é repercutido massivamente nos meios tradicionais de comunicação? O que há por trás dos veículos “profissionais” de imprensa que, em vez de promoverem as experiências positivas do tratamento precoce, preferem alardear casos isolados de ineficácia ou reações adversas desse método?

É ilógico pensar que centenas e milhares de médicos, a maioria de alto gabarito curricular, estejam errados. Que, em suas práticas clínicas, não tenham autoridade para dizer o que está ou não funcionando contra a doença. Não resta dúvida de que há, também, um negacionismo sobre o tratamento precoce, sendo esse talvez mais danoso do que qualquer outro, visto que pode custar a vida dos infectados pelo coronavírus.

Matérias como essa da Veja, por exemplo, promovem uma suposta cobrança por um tal “movimento” (sem nome) que cobra do Conselho Federal de Medicina um posicionamento oficial (leia-se: contra) sobre o tratamento precoce. Ocorre que a fonte dessa pressão é ideológica, visto que, na prática, os profissionais têm visto outra coisa.

Não por acaso, o presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, publicou em janeiro desse ano, na Folha de S. Paulo, um artigo explicando o motivo pelo qual a entidade não muda o seu posicionamento. Ele disse:

“Lamentavelmente, no Brasil, há uma politização criminosa em relação à pandemia entre apoiadores e críticos do presidente da República. Assuntos irrelevantes relacionados à Covid-19 dominam o noticiário, com discussões estéreis entre pessoas sem formação acadêmico-científica na área de saúde, dando opiniões como especialistas, porém com cunho político e ideológico”.

Ele está correto, e não por acaso em junho de 2020 o CFM garantiu aos médicos a autonomia em poder receitar ou não os medicamentos utilizados durante o tratamento precoce. Isso porque, acertadamente, os profissionais sérios sabem que diante de uma doença nova, alguns tratamentos só poderão mostrar eficácia na prática. Sendo assim, prevalece a experiência clínica.

Em julho, a Associação Médica Brasileira (AMB) também divulgou uma nota apoiando a autonomia dos médicos e criticando a politização gerada entorno da pandemia. A AMB representa 27 Associações Médicas Estaduais e 396 Associações Regionais, sendo uma entidade fundada em 1951 e que desde 2000 elabora as Diretrizes Médicas baseadas em evidências científicas com o intuito de padronizar condutas e auxiliar o médico na decisão clínica de diagnóstico e tratamento.

Por tudo isso é possível concluir, que, se hoje há um negacionismo do tratamento precoce, ele não parte da medicina e seus profissionais sérios. Naturalmente, divergências técnicas entre os diferentes médicos podem existir, como em qualquer outro tratamento, mas é evidente que existe um número expressivo (para não dizer maioria) de especialistas que defendem essa abordagem com base em suas experiências clínicas. Voltamos a perguntar: estão todos errados?

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