Senador defende exame toxicológico para policiais: "Sabe quantos usam crack?"

Senador defende exame toxicológico para policiais: "Sabe quantos usam crack?"

Ele se tornou conhecido por seu trabalho altamente rígido durante operações da Lei Seca, como capitão da Polícia Militar no Rio Grande do Norte. O agora senador Styvenson Valentim (PODE-RN), também conhecido como o "Robocop da Lei Seca" devido ao porte físico, concedeu uma entrevista onde falou em defesa do exame toxicológico para policiais militares.

"Defendo que todos os policiais façam exame toxicológico", afirmou Styvenson segundo informações do UOL. Ele questionou sobre a segurança da população, alertando sobre o risco de um policial armado sob o efeito de drogas.


"Sabe por quê [ele defende o exame]? Você sabe quantos policiais hoje estão segurando um fuzil 5.56, uma calibre 12, que usam crack? Que cheiram cocaína? Sabe por que não sabemos qual é esse número? Porque não é feito o exame toxicológico obrigatório. Pode acreditar que não são poucos.", explicou.

Ele argumenta que os bons profissionais não devem ter receio, já que não há nada "para esconder". "Qual o problema?", questiona, lembrando que ele mesmo fez um exame e divulgou na internet, para dar exemplo aos demais.

"Vai prender um traficante e tomar a droga dele"


Styvenson disse que além do risco para a população, o trabalho do policial usuário de drogas também é comprometido, já que o mesmo, por conta da dependência, termina subtraindo os produtos apreendidos ou mesmo não prendendo os traficantes.

"Como que você vai atuar na rua, no policiamento, muito doido? Primeiro que o policial que está na rua lidando com o público não pode estar alterado, drogado, para não colocar a população em risco. Segundo, é que um cara desse pode ser também corrupto. Vai prender um traficante e tomar a droga dele", afirma o capitão.


A ideia do capitão é instituir o exame toxicológico nos mesmos moldes do antidoping realizado com atletas esportivos, isto é, por amostragem. Segundo ele, o simples fato de saber que poderá ser testado já é um fator "de dissuasão". A entrevista completa se encontra neste link.

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