De novo? Rodrigo Maia é citado em delação sobre “benefício financeiro a parlamentares"

Rodrigo Maia citado em delação premiada
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é citado em delação. Reprodução: Google

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi citado na delação premiada do empresário Henrique Constantino, um dos donos da companhia aérea Gol, fechada com o Ministério Público Federal (MPF) e homologada no dia 16 de abril pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da Justiça Federal do Distrito Federal.

Constantino concluiu o acordo de colaboração depois de se tornar réu em uma ação penal aberta a partir das investigações da Operação Cui Bono, que apura um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal.


Na decisão de Vallisney que homologou a delação, o presidente da Câmara é citado no Anexo 7, que trata de “benefício financeiro a parlamentares ou ex-parlamentares” por meio da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Não há maiores detalhes sobre como os “benefícios financeiros” se davam.

Além de Rodrigo Maia, foram incluídos no mesmo anexo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) e os ex-deputados Marco Maia (PT-RS), Edinho Araújo (MDB-SP), Vicente Cândido (PT-SP) e Otávio Leite (PSDB-RJ).

Em seu acordo de delação, que envolve onze anexos no total, Henrique Constantino se comprometeu a ressarcir a Caixa e o Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) e a pagar 70,7 milhões de reais em “danos sociais”.

Comentário:


No universo político, sempre que um parlamentar se posiciona no sentido de atrapalhar o andamento de propostas que visam o combate à corrupção no país, como às "10 Medidas" propostas pelo procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, é porque há algo no mínimo suspeito envolvendo o seu nome.

O andamento no Congresso do pacote anticrime proposto pelo ministro Sérgio Moro é outro exemplo. A retirada do COAF da Justiça, mais um. O impedimento de que o Ministério Público Federal atue em articulação com Receita Federal na investigação dos crimes financeiros, é outro.

Ou seja, nada que favoreça a rigidez no combate à corrupção tramita com facilidade no Congresso Nacional, exatamente porque boa parte dos parlamentares estão envolvidos em corrupção. No caso de Rodrigo Maia, embora não exista nada comprovado criminalmente até então, a suspeita acerca do seu nome é monumental.


Para entender este caso, leia: "Maia, que tentou desqualificar projeto anti-crime de Moro, é investigado por corrupção", assim como "Relação familiar de Maia com preso na Lava Jato coloca em xeque críticas a Sérgio Moro".

Fonte: Veja
Comentário: Will R. Filho

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