Pai é condenado por "violência doméstica" por não reconhecer sua filha como transgênero

Pai é condenado por "violência doméstica" por não reconhecer sua filha como transgênero

COLÚMBIA, 30 de abril (The Federalist) - Na semana passada, a juíza Francesca Marzari, da Suprema Corte da Colúmbia Britânica, no Canadá, declarou um pai culpado de “violência familiar” contra sua filha de 14 anos, alegando que ele havia cometido “expressões de rejeição a sua identidade de gênero”.

 Essas “expressões” dizem respeito à recusa de se referir à filha particularmente como um garoto, e sua firme escolha em afirmar publicamente que ela é uma menina


A Suprema Corte ordenou em fevereiro que Maxine [nome fictício para proteção da identidade da adolescente], de 14 anos, recebesse injeções de testosterona sem o consentimento dos pais. Consequentemente, Maxine iniciou injeções regulares no Hospital Infantil da Colúmbia Britânica (BC) ao longo dos últimos dois meses.

Seu pai, Clark, se opõe fortemente a esse tratamento e imediatamente tentou reverter a decisão no Tribunal de Apelação da Columbia Britânica. Na esperança de aumentar a conscientização sobre seu caso, Clark deu várias entrevistas aos meios de comunicação, incluindo o Federalista.

Nessas entrevistas, ele repetidamente se referiu a sua filha como uma menina, afirmando ao Federalista que “ela é uma menina. Seu DNA não vai mudar através de todos esses experimentos que eles fazem".


Enquanto muitos consideram isso uma afirmação biologicamente correta, a juíza Marzari entendeu como um excelente exemplo de “violência familiar de uma negação pública da identidade de gênero [de Maxine]”. Assim, Marzari condenou Clark por essa "violência", e emitiu uma “ordem impedindo-o de falar com jornalistas ou em público sobre o seu caso".

Enquanto a principal motivação da decisão de Marzari focou nas declarações públicas de Clark, ela também ordenou que Clark fosse impedido de “expor” Maxine a qualquer material que pudesse “questionar se a identidade de gênero dela é real ou se os tratamentos que ela procura realmente são do seu interesse”.


Esta ordem surgiu do fato de que, em meados de março, Clark convidou sua filha para assistir a um vídeo de um pequeno comentarista conservador canadense com ele.

O vídeo continha uma parte mencionando o caso de Maxine, algo que ela reconheceu rapidamente. Ela disse a seu pai que “não queria assistir ao vídeo e foi ao seu quarto”. Esse incidente, de acordo com Marzari, foi um caso claro de uma “tentativa de persuadir [Maxine] a abandonar o tratamento”, e daí resultando na "violência familiar".

O que Marzari achou particularmente chocante, no entanto, não foram às interações pessoais de Clark com sua filha, mas sua “disposição continuada de fornecer entrevistas à mídia... na qual ele identifica [Maxine] como mulher, usa um nome feminino para [Maxine]… e expressa sua oposição às terapias que [Maxine] escolheu”.


De acordo com a Corte, essa disposição colocou Maxine em “um risco significativo de dano”.

Esse dano não foi tão temido porque o anonimato de Maxine poderia ser violado (vale destacar que a própria Maxine procurou a imprensa anteriormente pedindo para que o seu verdadeiro nome fosse divulgado), mas porque a “violência familiar de uma negação pública da identidade de gênero [de Maxine]” foi considerada suscetível de causar sofrimento para ela.

Marzari argumentou que tal negação de um “aspecto profundamente privado dos pensamentos e sentimentos mais íntimos [de Maxine]” provavelmente a levariam a uma variedade de perigos, “incluindo a automutilação”.

Marzari argumentou que as “pessoas e organizações” a quem Clark concedeu entrevistas se mostraram “fundamentalmente opostas” à ideologia transgênero.


O tribunal também enfatizou que Clark não deve permitir que documentos relevantes (petições, declarações juramentadas, cartas, ordens judiciais, etc.) cheguem às mãos de terceiros que não sejam “autorizados por ordem deste tribunal”, ou com “consentimento por escrito” por parte da sua filha.

Comentário:

Este é mais um exemplo de como um país tomado pela ideologia de gênero, adaptado a ela judicial e politicamente, pode interferir na família ao ponto de retirar completamente à autoridade dos pais sobre seus filhos.


Note que se trata de uma adolescente de 14 anos. O pai, por sua vez, teve sua visão e desejo de orientação sobre à filha completamente suprimidos pela juíza (Estado). Pior do que isso, ele foi proibido de falar acerca do assunto em nome do - possível - sofrimento da jovem.

Isso vai muito além da esfera do direito pessoal. Se trata da imposição de uma norma ideológica sobre a liberdade de expressão dos outros, em nome do "eu" (como me "sinto").

É bom que este caso sirva de exemplo para os brasileiros e outros no mundo, para que reflitam se este é o papel do Estado e até que ponto os pais não podem determinar como querem orientar seus filhos. Se trata de uma ralidade que já existe no Brasil, e que só tem a piorar, caso o público não acorde o quanto antes.

Comentário: Will R. Filho


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