Após ministro "desenhar" sobre corte de verbas, mídia assume erro e confirma os 3,5%

Após ministro "desenhar" sobre corte de verbas, mídia assume erro e confirma os 3,5%

A estratégia do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de literalmente "desenhar" a medida do governo federal que propõe o contingenciamento e redirecionamento de verbas das universidades públicas para o ensino básico parece que deu certo.

Na semana passada, Weintraub publicou um vídeo explicando que, primeiramente, o termo correto não seria "corte", mas sim "contingenciamento", e que em segundo não se trata de 30%, mas de 3,5% apenas, diferente do que a grande mídia e oposição alardeando nas últimas semanas.



Após uma live com o presidente Bolsonaro na última quinta-feira (9), onde Weintraub usou chocolates para explicar sua conta, a grande mídia e oposição também criticaram o ministro, dizendo que ele errou na conta, além de ironizarem sua apresentação com "chocolatinhos".

Todavia, após a divulgação do vídeo-aula de Weintraub, finalmente algumas mídias como O Globo e Extra deram o braço a torcer e publicaram matérias reconhecendo a explicação do ministro como correta.

"Entenda por que o corte anunciado pelo MEC nas universidades federais é de 3,5%", diz a manchete de O Globo, partilhado do Extra. Obviamente, essas mídias não farão propositadamente referência às matérias anteriores. Isso tornaria o erro delas ainda mais grotesco.



O fato é que mais uma vez a narrativa da oposição se mostrou precipitada, mais preocupada em politicagem do que com a verdade dos fatos. Ponto para o governo. Veja um trecho abaixo do Extra:

"Em vídeos didáticos, nos quais usou chocolates e um quadro branco para fazer cálculos, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o contingenciamento do orçamento das instituições federais de ensino superior foi de 3,5% — percentual muito menor do que os 30% que o próprio MEC havia mencionado em nota oficial e que ganhou ampla repercussão.



A discrepância entre os percentuais se deu porque os 30% de bloqueio se referem não ao orçamento total das universidades, mas apenas à verba para despesas discricionárias — as não obrigatórias, que incluem pagamento de contas de luz, telefone e água, de terceirizados (como funcionários responsáveis por limpeza, segurança e manutenção) e investimentos (incluindo pesquisas).

Segundo o governo, as despesas discricionárias correspondem a 20% do orçamento total das universidades — foi sobre esses 20%, portanto, que o MEC aplicou um bloqueio de 30%, o que correspondeu a R$ 1,7 bilhão congelados até que a economia melhore, segundo Weintraub vem argumentando. Corte universidades 11-05



Os outros 80% da verba das federais, que incluem os salários de funcionários e pagamentos de aposentadorias, não entram na conta do contingenciamento". (Extra).

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