Mídia esconde nota oficial do MEC reconhecendo os 3,5% e negando os 30% de "cortes"

Nota do MEC sobre cortes
MEC reconhece número correto de 3,4% sobre contingenciamento na educação. Reprodução: Google

Após ter sido criada uma celeuma pela grande imprensa contra o governo federal, acusado de "cortar 30%" (algumas mídias chegaram a divulgar 40%) de verbas da educação pública, especificamente das universidades federais, a mesma imprensa não se mostrou comprometida em desmentir suas próprias "fake news", mesmo após a divulgação de uma nota oficial pelo MEC reconhecendo o percentual correto, que é de 3,4%.

"O Ministério da Educação esclarece que o bloqueio preventivo realizado nos últimos dias atingiu apenas 3,4% do orçamento total das universidades federais", diz um trecho da nota. 



"O bloqueio orçamentário nas Universidades, como explicado anteriormente, não incluiu as despesas para pagamento de salários de professores, outros servidores, inativos e pensionistas, benefícios, assistência estudantil, emendas parlamentares impositivas e receitas próprias", acrescenta.

Com base na mentira dos "30%", sindicados e outros órgãos, incluindo o Ministério Público Federal, resolveram fazer manifestações contrárias ao governo. Escolas e universidades convocaram greves e passeatas para esta quarta-feira (15), todos montados sobre a narrativa de um fato que simplesmente não existe!



A grande imprensa de modo geral pautou suas manchetes nas informações repassadas, supostamente, pelo MEC. Todavia, agora que o mesmo MEC reconheceu o número correto de 3,4%, pouquíssimos veículos (para não dizer nenhum) divulgaram a correção, e o comunicado foi emitido dia 8 de maio.

"O Ministério da Educação esclarece, ainda, que a matéria veiculada pelo Jornal Valor Econômico nesta quarta-feira (08/05), apesar de apresentar números do sistema SIOP corretos, não utilizou a adequada metodologia de cálculo para a definição dos valores bloqueados nas Universidades pelo MEC. Os valores considerados como bloqueio na matéria incluíram o orçamento de emendas parlamentares discricionárias, que já estava contingenciado pelo Governo Federal", continua a nota.



Por qual motivo a informação é abafada/escondida? Por conta da sustentação de uma narrativa contra o governo, simplesmente. O único interesse é se opor e não contribuir. Compreender a razão pela qual são necessários contingenciamentos, ainda que estes não afetem questões estruturais e sejam de apenas 3,4%, não é o interesse da oposição, ecoada em grande parte pela grande mídia.

O único interesse é criar narrativas contrárias ao governo atual, visando instrumentalizar a população em benefício desses interesses, e para isso nada melhor do que politizar negativamente temas vitais para todos, como é o caso da educação pública.

Por: Will R. Filho

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