Não é educação, mas crime: mãe diz que "perdeu a cabeça" e espanca a filha de 5 anos

Não é educação, mas crime: mãe diz que "perdeu a cabeça" e espanca a filha de 5 anos
Exemplo de caso onde o castigo físico é, na verdade, um crime. Foto: Reprodução/Google

Uma criança de 5 anos foi espancada pela mãe após se recusar a tomar banho para ir à escola, conforme divulgou o Conselho Tutelar na Zona Leste ao Em Tempo, nesta quinta-feira (9). Porém, o caso aconteceu na última segunda (6), no bairro Coroado, também na Zona Leste de Manaus.

De acordo com informações da conselheira tutelar Iolene Oliveira, a equipe foi até ao local após a tia da criança denunciar a agressão no 11º Distrito Integrado de Polícia (DIP).


Ao conselheiros, a mãe da menina, que trabalha como auxiliar de veterinária, disse que perdeu a cabeça e agrediu a filha porque ela não queria tomar banho para ir à escola. A mulher foi levada, na quarta (8), para a sede da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Na delegacia, a mulher foi indiciada pelo crime de lesão corporal e maus-tratos e responderá o crime em liberdade. A mulher também foi denunciada na Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e perdeu a guarda da filha para o pai, ex-marido, que mora no município do Careiro Castanho (distante 88 quilômetros de Manaus).


"Quando chegamos na residência encontramos a criança com várias marcas pelo corpo. Ela foi agredida com uma sandália. A mãe disse que perdeu a cabeça, por isso agrediu a filha. Ela tem outros três filhos, de 2 a 10 anos. Mas perdeu somente a guarda da menina de 5 anos. No caso das outras crianças, ela e o ex-marido entraram em um acordo", explicou a conselheira.

A menina passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte, e recebeu atendimento psicológico na sede da Depca.

Comentário:


Esta semana foi publicada aqui no Opinião Crítica uma matéria dizendo que "palmada educa, sim, e faz falta em nossa geração". O texto explica com base nas observações de uma terapeuta familiar como há lugar na educação dos filhos, também, para os castigos físicos.

No entanto, o leitor atento irá perceber que há limites para isso, não só do ponto de vista físico, obviamente, mas também psicológico. Os pais que não entendem isso cometem o erro de transformar o que deveria ser um ato simples de correção em crime de agressão.

Sempre que a força física é mais utilizada do que o diálogo é sinal de que os pais estão errando. É plenamente possível educar os filhos sem fazer uso de qualquer castigo físico, mas esse é um trabalho que "vem de berço", literalmente, e perdura durante toda a infância. Os pais que conseguem fazer isso, basta uma palavra de ordem para os filhos obedecerem.


Todavia, a palmada também tem o seu lugar, mas obedecendo certos limites. No caso acima vemos um exemplo de quando esses limites não são respeitados e a mãe, merecidamente, foi punida por isso. Quando tais situações não são contidas, às consequências sobre a criança podem ser muito piores, pois se tornam traumas carregados pelo resto da vida.

Fonte: Em Tempo
Comentário: Will R. Filho

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