“É uma tragédia o financiamento estudantil", diz ministro da Educação sobre o FIES


O ministro da Educação, Abraham Weintraub, falou sobre a decisão de reduzir investimentos na área de humanas e priorizar as disciplinas de exatas e biológicas, como engenharia e medicina, durante uma reunião com parlamentares na Comissão de Educação do Senado nesta terça (7).

O ministro argumentou que não se trata de uma decisão baseada em uma opinião educacional, simplesmente, mas em dados técnicos e números, indicando que é preciso tratar o assunto de forma objetiva e não ideológica.



Weintraub informou que apenas 13% da produção na área de Ciências Sociais Aplicadas, Humanas e Linguística têm impacto científico, algo já abordado aqui no Opinião Crítica, explicando o motivo pelo qual a administração pública deve enxergar, também, o ensino de modo econômico, visando o bem do país em dado contexto.

Mesmo com um percentual tão baixo de produção relevante, Weintraub disse que a maioria das bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) são de estudantes da área de Humanas. "Gente que é paga para estudar", disse ele, segundo informações da EBC, acrescentando que, na maioria dos casos, esse investimento não traz retorno efetivo ao país.


O ministro se colocou à disposição para debater o assunto, mas exigiu que o tema seja tratado com fundamentos técnicos, prezando pelos dados numéricos: "o diálogo tem que ser feito com base em números, dados e premissas racionais. [Espero] que a gente se livre um pouco dos preconceitos”, disse ele.

Fies - Financiamento estudantil


Sobre o programa de financiamento estudantil (Fies) o ministro voltou a dizer que o dinheiro investido pelos governos anteriores serviu para inflar os cursos de graduação nas instituições privadas.


Na avaliação de Weintraub, o programa fez com que os alunos criassem dívidas e ficassem sem emprego. “É uma tragédia o financiamento estudantil. São 500 mil jovens começando a vida com o nome sujo“, criticou.

De fato, jovens formados, porém, sem emprego, não possuem condições de arcar com o financiamento. Ocorre que se trata de uma bola de neve, visto que o empréstimo estudantil vem dos cofres públicos, e se há deficit, o ciclo de crise é alimentado.


Com uma economia em crescimento, gerando oportunidades, o cenário poderia ser diferente. Os recém-formados teriam mais chances de engrenar em um emprego e consequentemente custear o financiamento, o que não é o caso neste momento.


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