Hipocrisia? Veja os cortes bilionários de Lula e Dilma na Educação entre 2009 e 2016

Hipocrisia? Veja os cortes bilionários de Lula e Dilma na Educação entre 2009 e 2016

Às manifestações que ocorreram na última quarta-feira (15) em várias cidades do país deixaram aparente a verdadeira intenção por trás dos protestos.

Como se já não bastassem bandeiras, camisas, gritos de guerra e outros acessórios ligados a partidos da oposição, bem como os discursos de líderes sindicais e figuras políticas como a petista Gleisi Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), uma breve análise dos números, supostamente, alvos de todo o protesto, não nos permite concluir que eles foram o motivo da mobilização.



O Brasil vem sofrendo cortes financeiros dramáticos há anos. Em 2011, por exemplo, na época do então governo Lula, houve um corte recorde de R$ 50 bilhões no orçamento federal, o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso, pouco menos de um ano após outro corte, em junho de 2010, que atingiu diretamente a Educação:

"O Ministério da Educação foi o mais afetado e terá R$ 1,28 bilhão a menos para gastar em 2010. Com esse corte adicional, o orçamento da Educação perdeu R$ 2,34 bilhões em relação aos valores aprovados pelo Congresso. No total, o Executivo está reduzindo despesas no valor de R$ 7,5 bilhões. Para alcançar o valor do corte de R$ 10 bilhões", informou a Folha de S. Paulo na época.



Já em 2015, na época em que o governo Dilma lançou o slogan "Pátria Educadora", o governo cortou R$ 10,5 bilhões do orçamento para a Educação. O Fies, na ocasião, lembra dele? Pois é... foram cortados do programa (e do Pronatec) 1,7 bilhão em relação a 2014, causando uma crise no financiamento estudantil que perdura até hoje.

A redução orçamentária para a educação no início do segundo mandato da ex-presidente Dilma chegou a 23%  do valor previsto. No ano seguinte, em março de 2016, foram mais R$ 21,2 bilhões cortados do Ministério da Educação e do Planejamento.



O MEC (Ministério da Educação) perdeu R$ 10,5 bilhões, ou 10% do orçamento, em 2015. Bolsas estudantis e intercâmbios no exterior foram cortados na época. Lembra do "Ciência Sem Fronteiras"? Veja:

"O governo confirmou o fim do Programa Ciências Sem Fronteiras para os alunos de graduação. A justificativa é o preço. Nem dinheiro em caixa é garantia da volta dessas bolsas, realmente agora vai dar uma parada pelo menos nos cursos de graduação", informou o G1 na época.


Onde estavam os tais "professores" e "estudantes" na época em que esses cortes foram feitos? Os sindicatos e lideranças políticas? Ora, a luta por educação se torna seletiva quando o governo em questão é alinhado com os ideais da esquerda? Por uma questão óbvia, parece que sim.

O governo atual possui menos de cinco meses de gestão. Assumiu um país em crise financeira, com déficit orçamentário gigantesco, em grande parte, por conta da dívida previdenciária herdada dos governos anteriores que não fizeram mudanças estruturais no sistema de arrecadação, razão pela qual é urgente, agora, a reforma da Previdência.


Para atingir sua meta fiscal, o governo Bolsonaro precisou anunciar contingenciamento em todos os setores (até na área militar), para ajustar as contas do país. Mas ao invés de compreender o motivo das medidas e apoiar mudanças significativas, evitando, assim, o ciclo de cortes, o que os sindicatos e a oposição fazem? Nada, além de se opor.

A intenção claramente é atrapalhar, atrapalhar e atrapalhar. Manipular os "idiotas úteis" - como bem classificou o presidente em seu modo de ser - com desinformação, mentiras e factoides. Se a população não perceber essa estratégia e assumir uma posição em prol do país, não de partidos, o Brasil não sairá do buraco. É preciso mais do que paixão ideológica para retomar o crescimento da nação: é preciso bom senso e honestidade intelectual.

Por: Will R. Filho

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