Bolsonaro sobre homicídios: "Se o número tivesse aumentado, culpariam o governo"

Bolsonaro comemora redução de homicídios no país e critica "especialistas". Reprodução: Google

Após a divulgação de dados revelando que o Brasil registrou queda do número de homicídio nos três primeiros meses do ano, sendo 24% a média nacional e chegando a 56% no Cerará, o presidente Jair Bolsonaro fez uma publicação comemorando os números, mas criticando o aparente desdém da grande mídia.



"Dados oficiais dos estados confirmam queda de 24% dos homicídios no Brasil no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2018", escreveu o presidente. "'Especialistas' dirão que a queda não tem relação com nossas ações, mas se o número tivesse aumentado, certamente culpariam o governo", destacou.

Considerando a forte militância da grande mídia contra o governo, é difícil discordar do presidente. A prova disso será o surgimento de matérias (certamente nas próximas horas) que tentarão dissociar os números da gestão atual, ou distorcer os dados para dar a eles outro sentido.



A verdade, porém, sugere que desde o início do atual governo, o incentivo moral e jurídico aos militares em geral tem sido notório. O reforço ao "excludente de licitude", que garante ao militar que por ventura precise matar um criminoso o direito à legítima defesa, é um ponto de destaque.

Além disso, a flexibilização da posse de armas também está associada, assim como a própria visão do governo atual no tocante à criminalidade, que é rígida e em favor das vítimas, todos esses fatores somados podem estar influenciando o cenário atual.

Com relação ao Ceará, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi rápido em autorizar o envio da Força Nacional de Segurança para o estado durante o período de ataques do crime organizado local. A decisão foi crucial para conter a onda de violência e perdurou mesmo após o fim dos atentados.



A grande mídia não irá associar esses dados às decisões do governo atual porque isso seria o reconhecimento da derrota de várias narrativas no tocante à segurança pública, algo impensável em tão pouco tempo de gestão. Talvez, quem sabe, com o amadurecimento do governo e também do tempo, caso esses números se mostrem consolidados, a oposição seja obrigada a dar o braço a torcer.

Por: Will R. Filho

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