Bolsonaro faz jus à homenagem nos EUA ao chamar manifestantes de "idiotas úteis"

Bolsonaro faz jus à homenagem nos EUA ao chamar manifestantes de "idiotas úteis"

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, que se encontra nesta quarta-feira (15) em Dallas, Estados Unidos, para receber a homenagem como "Personalidade do Ano" de 2019, comentou às manifestações que ocorrem no Brasil, organizadas por sindicatos, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e partidos de oposição.

Questionado por jornalistas na porta do hotel onde está hospedado sobre os supostos "cortes" financeiros na educação do país, alvo das manifestações que ocorrem em algumas cidades, Bolsonaro foi taxativo:



"É natural, é natural, mas a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil", disse o presidente.

A grande mídia brasileira, como de práxis, rapidamente tratou de explorar a declaração do presidente Bolsonaro de forma negativa, encolhendo sua declaração nas manchetes para fazer parecer que ele se referiu aos estudantes e professores de modo geral. No jornal O Globo, por exemplo, o título diz:



"Nos EUA, Bolsonaro chama manifestantes da educação de 'idiotas úteis'".

A declaração de Bolsonaro, no entanto, contextualiza a crítica aos militantes e não a todos: "A maioria ali é militante", disse ele, o que de fato está correto. A revista Crusoé, por exemplo, já noticiou que os políticos David Miranda e Humberto, do PT e do PSOL, discursaram na manifestação que ocorre em Brasília.

O portal O Antagonista, noticiou que a presidente do PT, Gleisi Hoffman, também compareceu na manifestação da Esplanada. Semelhantemente, vários "estudantes" e "professores" carregando bandeiras, camisas e bonés em alusão ao "Lula Livre", à CUT e outras entidades notadamente vinculadas ao ativismo político também fazem parte do movimento.



Além disso, a principal motivação, supostamente, das manifestações, foi desconstruída pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub e reconhecida pelo MEC como correta. Portanto, não há surpresa alguma na declaração do presidente Bolsonaro, visto que tais manifestações não possuem relação alguma com a educação do pais, mas apenas com os interesses políticos da oposição ao governo.

Por: Will R. Filho

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