Bolsonaro tenta apaziguar conflito entre Olavo de Carvalho e militares: "Tudo é um time só"

Conflito de militares com Olavo de Carvalho

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, se manifestou pela segunda vez em menos de 24 horas acerca da troca de farpas entre o escritor Olavo de Carvalho e os militares do seu governo, especificamente o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, que se tornou o alvo mais recente do "guru".

"Aqueles que, porventura, não têm um tato político, estão pagando preço junto à mídia. Não existe grupo de militares nem grupo de Olavos aqui. Tudo é um time só", disse Bolsonaro em sua primeira manifestação na tarde desta segunda-feira (6).


Na manhã desta terça (7) o presidente chegou a destacar o papel de Olavo de Carvalho na luta contra a esquerda política no Brasil, mas fazendo um apelo ao final, para que o conflito com os militares se torne uma "página virada".

"Cheguei na Câmara em 1991 e encontrei-a tomada pela esquerda num clima hostil às Forças Armadas e contrário às nossas tradições judaico-cristã. Aos poucos outros nomes foram se somando na causa que defendia, entre eles Olavo de Carvalho", escreveu Bolsonaro.


"Olavo, sozinho, rapidamente tornou-se um ícone, verdadeiro ídolo para muitos. Seu trabalho contra a ideologia insana que matou milhões no mundo e retirou a liberdade de outras centenas de milhões é reconhecida por mim.  Sua obra em muito contribuiu para que eu chegasse no Governo, sem a qual o PT teria retornado ao Poder", completou.

Nesse ponto Jair Bolsonaro entra no mérito de uma questão polêmica, pois ele atribui à "obra" de Olavo o motivo pelo qual chegou à presidência, o que é contestado por muitos, como o líder evangélico Silas Malafaia, considerado um importante articulador do segmento protestante e grande cabo eleitoral do então candidato à presidência, em rede nacional.


Bolsonaro é fruto da "onda conservadora" que invadiu o Brasil, mas que não é mérito apenas do Brasil. Se trata de uma reação global que vem surgindo em vários países, diante do caos cultural e político implantando pelos regimes de esquerda.

Isso fez com que conservadores de diferentes segmentos se unissem, cada qual com suas vozes de destaque. Olavo de Carvalho, portanto, é uma dessas vozes, sem dúvida, mas centrada majoritariamente no meio católico. Ele não representa a totalidade do movimento conservador que abraçou o país nos últimos anos.


"Sempre o terei nesse conceito, continuo admirando o Olavo", escreveu Bolsonaro, acalmando os ânimos dos divergentes logo em seguida. "Quanto aos desentendimentos ora públicos contra militares, aos quais devo minha formação e admiração, espero que seja uma página virada por ambas as partes".

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