"Eu sinto um angústia todos os dias, todos os dias", desabafa Whindersson - Entenda


Um dos humoristas brasileiros de maior sucesso da atualidade, Whindersson Nunes usou as redes sociais na nessa sexta-feira (12/4) para desabafar com os fãs.

Em uma sequência de posts, o piauiense disse sentir "uma angústia todos os dias" e revelou até não ter "tanta vontade de viver". Ele garantiu, porém, nunca ter pensado em tirar a própria vida.
Continua depois da publicidade



A sequência de postagens começou com Whindersson dizendo que "queria conversar com fãs das antigas" e que precisou de "muita coragem para vir aqui". Em seguida, ele afirma se sentir triste a "alguns anos": "Eu sinto uma angústia todos os dias. Todos os dias. Algumas risadas, algumas brincadeiras e depois lá estou eu de novo com esse sentimento ruim".

O humorista ainda relatou viver "rodeado de abutres, urubus, cada um querendo a sua fatia do bolo", mas enfatizou a importância da mulher, a cantora Luísa Sonza e dos fãs para a sua vida:

"Quando eu subo no palco, eu me sinto em um lugar bom. É luz, é felicidade. Estamos todos ali por um propósito maior que é a felicidade", afirmou.



"Me desculpe se eu decepcionei algum de vocês. Não me entendam mal, por favor. Eu quero fazer terapia, eu quero ajuda e quero viver. Conhecer tudo que essa terra tem e contar pra vocês, no palco. Amo vocês", concluiu.

Comentário:

A fama sufoca! Whindersson é um fenômeno da internet, não só no Brasil, mas no mundo. Os números de seguidores e visualizações que possui são gigantescos. Mas como entender alguém que diz viver angustiado, já tendo conquistado tudo o que queria, aparentemente?

Se o sentido da vida estivesse resumido nas posses pessoais de uma pessoa e em todo o seu poder aquisitivo, milionários não cometeriam suicídio. Há um abismo entre o "ter" e o "ser" na vida. Entre a "conquista" e a "realização".

Muitos conquistam, muitos possuem, mas poucos são. Poucos se realizam! Esse não é um entendimento novo. Desde à filosofia clássica, dos pré-socráticos aos dias atuais, a humanidade vive um dilema em busca da realização.



Com base nisso o austríaco Viktor Emil Frankl desenvolveu o conceito psicoterapêutico chamado "Logoterapia" ou, basicamente, a "Terapia do Sentido da Vida", como muitos a chamam.

Não é possível associar o desabafo de Whindersson à incompreensão do sentido para - a sua - vida, obviamente, mas a partir disso temos como refletir se não falta em muitos famosos essa noção de importância, antes da fama.

A fama sufoca como qualquer outra coisa que assume o lugar do verdadeiro sentido da vida. Trabalho, relacionamentos, vícios, preocupações, etc. O sujeito entra em modo de piloto automático de forma que talvez nem consiga reconhecer no que faz quem realmente é.

Por que eu faço o que faço? Onde quero chegar? E quando chegar, o que farei depois? Me sentirei realizado como ser humano com tais conquistas?

São reflexões possíveis, quem sabe, para uma sessão de psicoterapia.

Com informações: Correio Braziliense
Comentário: Will R. Filho

COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo.